O que você precisa saber Gabriel Galípolo, economista e ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, enfrentará uma nova sabatina no Senado em 8 de outubro, desta vez como indicado à presidência do Banco Central.
Marcada para 8 de outubro, a sabatina de Gabriel Galípolo na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado será no mesmo dia em que o plenário da Casa deverá analisar a indicação do economista à presidência do Banco Central. O economista, contudo, já possui a experiência de ter vivido situação semelhante há pouco mais de um ano.
Em julho de 2023, o nome do então secretário-executivo do Ministério da Fazenda passou pelo escrutínio dos senadores na CAE ao ser indicado para assumir a diretoria de Política Monetária do BC. Visto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como habilidoso no trato com a classe política, Galípolo destacou aos senadores o esforço em conjunto entre os Poderes pela sustentabilidade econômica. Ele teve o currículo elogiado pelos integrantes do colegiado e lembrou que as medidas para promover uma melhora do ambiente econômico tiveram início ainda na transição de governo.
“As medidas até aqui implementadas produziram no primeiro semestre a valorização da nossa moeda, previsões de um déficit primário menor, a aprovação de um conceito de uma nova regra fiscal, projeções de crescimento mais elevado, menor inflação”, defendeu.
Ainda segundo afirmou Galípolo na ocasião da sabatina, economistas não podem, em função da necessidade da discussão técnica e pelo conhecimento adquirido ao longo dos anos, tentar interditar o debate econômico. E também fez questão de dispensar qualquer relação com o conceito de self-made man, que aponta o sucesso do homem como resultado de seus méritos pessoais, independentemente de qualquer influência externa, e muito utilizado para ilustrar trajetórias de sucesso no mundo do mercado financeiro.
“Eu sou eu e minha circunstância. Se eu não tenho condição de salvar a minha circunstância, eu não tenho condição de salvar a mim mesmo. O conceito de viver é o de coexistir”, disse, ao se apresentar aos senadores no início da sabatina. “Não cabe a nenhum economista, por mais excelência que ele tenha, impor o que ele entende ser o destino econômico do País, à revelia da vontade democrática e dos seus representantes eleitos, que são os senhores”, completou.
Gabriel Galípolo nasceu em São Paulo e graduou-se em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 2004, onde também obteve o título de mestre em Economia Política, em 2008. Foi professor da PUC-SP e do MBA da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) em parceria com a London School of Economics and Political Science.
Aprovação sem sustos
Antes de ser nomeado secretário-executivo da Fazenda e posteriormente diretor de Política Monetária do BC, Galípolo atuou, no estado de São Paulo, na Secretaria de Economia e Planejamento e na Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Também foi presidente do Banco Fator, entre 2017 e 2021, e conselheiro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 2022.
Após ser sabatinado pelos parlamentares, a indicação foi submetida à análise do plenário. Por fim, por 39 votos favoráveis, 12 contrários e uma abstenção, Galípolo teve seu nome aprovado para assumir a diretoria do BC. No mesmo dia, Aílton Aquino, servidor de carreira, também teve sua indicação para a Diretoria de Fiscalização confirmada pelos senadores.
Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.
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O que você precisa saber Investir a longo prazo é essencial para enfrentar a volatilidade do mercado financeiro e alcançar crescimento sustentável. Essa estratégia permite mitigar riscos, aproveitar os juros compostos e obter benefícios fiscais.
O mercado financeiro, intrinsecamente volátil e repleto de incertezas, representa um desafio contínuo para os investidores. As oscilações nos preços dos ativos, crises econômicas e mudanças políticas são fatores que frequentemente desencorajam e geram desconfiança. No entanto, para investidores UHNW que buscam preservar e ampliar seu patrimônio ao longo das gerações, existe uma estratégia que se destaca pela sua capacidade de mitigar impactos e promover segurança e crescimento: o investimento a longo prazo.
Ao adotar uma perspectiva temporal prolongada, os investidores não apenas minimizam os efeitos da volatilidade de curto prazo, mas também potencializam os benefícios dos juros compostos. Essa abordagem permite uma redução significativa nos riscos do portfólio, aproveitando vantagens fiscais e alinhando-se aos objetivos financeiros de vida. Em essência, é uma estratégia inestimável para aqueles que aspiram a construir e perpetuar um legado financeiro sólido e próspero.
Os investimentos de longo prazo geralmente têm um horizonte superior a cinco anos, podendo se estender por várias décadas, conforme o perfil e os objetivos individuais dos investidores. Entre as opções mais comuns estão fundos de renda fixa, ações, fundos imobiliários e títulos do tesouro. Independentemente da escolha, é fundamental o compromisso com o prazo de resgate para evitar prejuízos e encargos tributários desnecessários.
Vantagens dos investimentos de longo prazo
Crescimento do Capital
O investimento a longo prazo permite que o capital se beneficie exponencialmente do poder dos juros compostos. Reinvestir os lucros ao longo dos anos maximiza o potencial de crescimento, criando uma base sólida para a construção de riqueza duradoura.
Redução do Risco
Esta estratégia atenua as oscilações de curto prazo do mercado, oferecendo uma proteção mais robusta em cenários de alta volatilidade, inflação, conflitos geopolíticos e mudanças políticas. Para investidores UHNW, que muitas vezes lidam com grandes somas e diversas responsabilidades, essa proteção é crucial.
Benefícios Fiscais
Em muitos países, os investimentos de longo prazo são tributados de maneira mais favorável. Ganhos de capital a longo prazo geralmente têm alíquotas de imposto reduzidas, aumentando os retornos líquidos. Nossa equipe na Portofino está constantemente atenta às mudanças na legislação fiscal para maximizar esses benefícios para nossos clientes.
Planejamento Financeiro
Alinhados com metas de vida como aposentadoria, aquisição de imóveis e financiamento educacional, os investimentos de longo prazo permitem um planejamento financeiro sólido e ajustável ao longo do tempo. Para nossos clientes UHNW, isso significa não apenas segurança financeira, mas a certeza de que seus valores e objetivos serão sustentados ao longo das gerações.
Correção de Rota
Com uma visão de longo prazo, é possível corrigir decisões de investimento ao longo do tempo sem comprometer os objetivos principais, proporcionando um ajuste contínuo e estratégico. Nossa gestão ativa e o suporte dos comitês multidisciplinares asseguram que cada decisão seja ponderada e estratégica.
Oportunidades de Mercado
Investidores de longo prazo têm a vantagem de adquirir ativos a preços baixos durante crises, aproveitando-se das recuperações subsequentes para obter ganhos significativos. Com uma gestão profissional, esses movimentos são identificados e aproveitados de forma disciplinada e racional.
Disciplina e Consistência
Esta abordagem promove disciplina e consistência, essenciais para o sucesso financeiro. Resistir às flutuações do mercado e seguir um plano estruturado contribui para um caminho mais estável rumo aos objetivos financeiros, reduzindo o estresse e evitando decisões impulsivas.
Monitoramento Contínuo e Flexibilidade Estratégica
É importante destacar que, embora o foco seja o longo prazo, isso não significa que os investimentos podem ser deixados de lado no dia a dia. Pelo contrário, exatamente por serem de longo prazo, esses investimentos exigem um monitoramento meticuloso, um olhar atento e uma gestão dinâmica. Na Portofino, entendemos que os resultados a longo prazo são construídos dia após dia, com decisões informadas e ajustadas de acordo com as condições de mercado e os objetivos dos nossos clientes. Além disso, a estratégia de investimento não é estática. Ao longo do tempo, podem surgir novas oportunidades ou desafios que demandam ajustes na estratégia inicial. Nossa equipe está preparada para realizar essas mudanças de forma ágil e estratégica, garantindo que o portfólio continue alinhado com as metas e expectativas dos nossos clientes.
Em síntese, os investimentos de longo prazo oferecem benefícios que transcendem os ganhos financeiros imediatos. Na Portofino, nossa equipe de investimentos está preparada para desenvolver estratégias personalizadas, adaptadas ao seu perfil e objetivos. Através de comitês recorrentes e reuniões periódicas, tomamos decisões colegiadas para proteger e ampliar o patrimônio de indivíduos, famílias e empresas de forma sustentável e multigeracional. Para investidores UHNW, nossa abordagem oferece a tranquilidade de saber que seu patrimônio está em mãos experientes e comprometidas com o seu sucesso a longo prazo.
O que você precisa saber Em momentos de volatilidade, os mercados financeiros desafiam até os investidores mais experientes. Decisões impulsivas podem comprometer objetivos de longo prazo, tornando a disciplina e a diversificação essenciais.
A volatilidade no mercado financeiro é marcada por oscilações rápidas e significativas nos preços dos ativos, criando tanto oportunidades quanto armadilhas. Essas variações provocam uma enxurrada de emoções nos investidores – medo, euforia, pessimismo – que frequentemente resultam em decisões impulsivas e potencialmente desastrosas. Em cenários de estresse, manter a disciplina e a paciência é um desafio monumental. Erros cometidos nessas situações podem comprometer o retorno de longo prazo e até mesmo desviar o investidor de seus objetivos financeiros. Preparar-se para enfrentar esses desafios de maneira racional e estratégica é, portanto, o fator decisivo para alcançar ou comprometer seus objetivos.
Durante momentos de volatilidade, a reação ao pânico é comum. Investidores, dominados por emoções incontroláveis, frequentemente tomam decisões irracionais, como vender seus ativos precipitadamente ao verem seus investimentos caindo, na tentativa de evitar perdas maiores. Esse comportamento, conhecido como efeito manada, é uma das armadilhas mais perigosas do mercado financeiro. Embora possa parecer sensato estancar as perdas vendendo ativos durante uma queda, essa abordagem muitas vezes resulta em danos ainda maiores. Manter a calma e focar no longo prazo é essencial. Um portfólio bem diversificado e equilibrado permite que o investidor perceba que as quedas são temporárias e que a paciência pode, de fato, ser recompensada.
Não diversificar a carteira é outro erro crítico que muitos investidores cometem, especialmente em tempos de incerteza. A concentração excessiva em poucos ativos ou em um único setor pode amplificar as perdas durante períodos de volatilidade. A famosa recomendação de “não colocar todos os ovos em uma única cesta” resume bem a importância da diversificação. Ao distribuir investimentos em diferentes classes de ativos, setores e regiões geográficas, os riscos são diluídos, e o impacto de um único ativo ou setor na performance geral da carteira é significativamente reduzido. Essa estratégia deve estar sempre alinhada com os objetivos e o perfil de investimento do cliente.
O equilíbrio emocional é fundamental para o sucesso no mercado financeiro. Investidores movidos por emoções extremas podem se tornar excessivamente otimistas durante picos de alta ou pessimistas em quedas bruscas, comprometendo seus objetivos de longo prazo. A euforia pode levar a riscos maiores do que o recomendado, enquanto o pânico pode resultar em decisões precipitadas e danosas. Portanto, é essencial manter a disciplina e a visão de longo prazo, tomando decisões baseadas em fundamentos sólidos e alinhadas com os objetivos financeiros.
Ter um plano e objetivos claros é indispensável. Investidores sem uma estratégia bem definida estão mais sujeitos a serem influenciados pelas oscilações do mercado, tomando decisões impulsivas que prejudicam o desempenho de seus portfólios. Quando se tem clareza sobre os motivos de cada investimento, o investidor consegue manter a calma e evitar agir por impulso, mesmo diante de perdas momentâneas.
Para famílias, empresários e investidores UHNW (Ultra High Net Worth), que muitas vezes não dispõem de tempo ou do conhecimento profundo necessário para navegar em mercados financeiros globais tão voláteis, a gestão profissional se torna não apenas importante, mas essencial devido ao alto grau de complexidade e valores das estratégias e operações. Na Portofino, oferecemos um suporte robusto que vai além da simples administração de ativos. Nossos comitês multidisciplinares de investimentos, compostos por profissionais experientes e altamente capacitados de diversos setores, asseguram que as decisões sejam tomadas de forma colegiada, profissional e livre de influências emocionais.
A presença de um CIO e CEO atuando como Minerva em nosso processo decisório garante que cada passo seja dado com a máxima diligência e visão estratégica. Nosso trabalho não é apenas proteger o patrimônio, mas ampliá-lo de forma sustentável e multigeracional, adaptando constantemente os portfólios às mudanças de mercado e buscando sempre as melhores oportunidades. Na Portofino, entendemos que a excelência na gestão de investimentos é o que diferencia um simples retorno financeiro de um legado que atravessa gerações.
O que você precisa saber: Na terça-feira (20), aconteceu o Macro Day, evento realizado pelo BTG Pactual que reuniu diversas figuras importantes dos cenários político e econômico, como Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central, e Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, além de outras personalidades políticas e empresariais.
Confira a seguir um overview do evento:
Perspectiva Econômica Brasileira
O primeiro painel do evento contou com a presença de Fernando Haddad, Ministro da Fazenda, que comentou sobre a condução da equipe econômica no período pós-pandemia, assim como a necessidade da relação entre os poderes para que os resultados sejam alcançados.
Questionado sobre a política monetária, o ministro alertou que um erro na calibragem pode abortar um processo virtuoso de combate à inflação pelo lado da oferta. Nesse momento, Haddad falou de forma serena, a fim de evitar qualquer interpretação de conflito com o Banco Central, ressaltando que a equipe da autoridade monetária possui profissionais capacitados para realizar essa análise.
Haddad também afirmou que “não há razão para o Brasil não crescer igual ou acima da média mundial, com todo potencial que a economia brasileira tem”. A questão fiscal foi debatida, como não poderia ser diferente, e, quando perguntado sobre como o tema é abordado no Brasil e nos Estados Unidos, explicou que há um “exagero aqui e lá”. Ele disse que às vezes o assunto é abordado com “desleixo” nos Estados Unidos, não tendo tanta importância quanto no Brasil. Por outro lado, ele acredita que aqui ocorre um exagero com o debate também.
Por fim, os programas sociais receberam atenção no painel. O ministro defendeu a revisão para garantir que os benefícios atinjam seus verdadeiros públicos e não gerem problemas para a economia, assim como apresentar ao presidente Lula possíveis correções nos programas.
Política Monetária Brasileira
Na sequência, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, avaliou o cenário macroeconômico. Passando por “problemas técnicos” na sua tradicional apresentação de slides, o painel se desenvolveu no formato tradicional de “bate-papo”.
Ele abriu sua apresentação comentando sobre o cenário global de inflação, que está em processo de convergência na maioria dos países.
O presidente afirmou que o BC mantém a mensagem de que vai fazer o que for preciso, incluindo elevar os juros se necessário, mas que a autarquia não dará uma orientação futura para a política monetária.
No momento de analisar o cenário externo, Campos Neto explicou que nas últimas seis ou sete semanas houve uma diminuição do risco de o Federal Reserve (banco central norte-americano) não cortar ou levar mais tempo para começar a baixar os juros da maior economia do mundo, o que prejudicaria a liquidez global, com impacto nas economias emergentes como o Brasil.
Ele caracterizou o cenário atual como mais benigno e que hoje prevalece o cenário de pouso suave e uma “desaceleração organizada” nos EUA. “O principal risco era de não ter essa queda de juros, o que mudou nas últimas semanas. Isso poderia gerar movimentos disruptivos para mercados emergentes. Nesse sentido, melhorou a parte externa”, disse.
No que diz respeito à economia chinesa, ele analisou que ela está passando por um momento de desaceleração. Estão saindo de consumo externo para exportação muito baseado em eletrificação, sendo que seus produtos enfrentam alta de tarifas em mercados externos.
Ainda em sua participação, Campos Neto falou que a autoridade monetária tenta “recuperar a credibilidade” após a decisão dividida do Copom (Comitê de Política Monetária) em maio. “Obviamente, você não ganha credibilidade de um dia para o outro, é um jogo repetido. A gente sabe que credibilidade demora para ganhar e é relativamente rápida de perder. Hoje, estamos no processo de construir credibilidade”, ressaltou. Apesar disso, para ele, a equipe está mais unida, o que está refletindo nas últimas decisões.
Política Fiscal e Seus Efeitos Sobre a Economia
Dario Durigan, Sec. Executivo do Ministério da Fazenda afirmou que o governo cumprirá com as metas estabelecidas pelo arcabouço fiscal, que neste ano tem como regra fechar com déficit fiscal zerado. Ele ainda ressaltou que, para atingir os objetivos, requer um esforço de todos, com as medidas propostas sendo aprovadas no Congresso. “Temos um projeto consistente, não vamos abrir mão de equilíbrio fiscal. Sabemos quais são as consequências para o país, vamos seguir com o mesmo projeto.”, afirmou.
Também no painel, Mansueto Almeida, Economista-chefe do BTG Pactual, disse que o importante é cumprir esse compromisso com a regra fiscal. Ele pontuou que, sem o mercado acreditar que as regras fiscais serão cumpridas, a dúvida causa impacto em preço, taxa de juros e expectativa de inflação.
O Crescimento do Mercado de Capitais
Encerrando os painéis da parte da manhã, João Pedro Nascimento, presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), e Marcos Pinto, Sec. de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, dividiram o palco.
Com uma apresentação, João Pedro afirmou que omercado de capitais cresceu em tamanho e em complexidade.
Os dados apresentados por ele mostraram que há 697 companhias abertas com registro ativo na CVM, sendo 482 na categoria A, aquelas que podem emitir todos os tipos de valores mobiliários. No entanto, apenas 415 companhias contam com ações efetivamente listadas na B3: isso mostra perspectivas de crescimento e evidencia uma demanda represada para a temática da retomada dos IPOs e ofertas subsequentes.
Evoluindo no painel, o agronegócio passou a ser assunto. O presidente da CVM comentou que o agronegócio é motivo de prosperidade, representando 25% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. Contudo, isso ainda não se reflete na participação no mercado de capitais, onde a representatividade sempre foi muito pequena. Segundo ele, existe uma série de iniciativas para mudar isso. De dezembro de 2023 a março de 2024, o crescimento do agronegócio dentro do mercado de capitais foi de 15,6%, atingindo R$ 493 bilhões.
Além de destacar como as recentes mudanças regulatórias modernizaram o mercado, João Pedro utilizou pesquisas internacionais que mostravam o Brasil como quarto maior Mercado de Capitais do mundo sob a ótica dos fundos de investimentos. Em 2022, o mesmo ranking colocou o Brasil na sexta colocação, tendo entre as principais razões para a variação o câmbio e, em bases mundiais, o crescimento exponencial da indústria de fundos na China.
Ele aproveitou sua última fala para avaliar como os últimos três anos foram desafiadores para o mundo inteiro. “O que observamos no Brasil foi muito mais suave do que ao redor do mundo. Outros países de referência, como Itália, França e Espanha, nesse período, conviveram com quantidades expressivas de fechamento de capital. Esse fenômeno não se fez presente no Brasil”, concluiu.
Próximos Passos da Reforma Tributária
Outro assunto de muita importância é a Reforma Tributária. Daniel Loria, Diretor de Programa da Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária, Roberto Quiroga, sócio no Mattos Filho, e Vanessa Canado, Profa. e Coord. do Núcleo de Tributação do Insper, foram os painelistas convidados.
Loria comentou que teremos uma fase de transição de 10 anos, ou seja, um sistema que vai estar operacional de forma plena em 2033. Ele atribuiu esse longo período de transição ao sistema complexo que temos.
Quiroga, por sua vez, classificou a reforma como simples, neutra, equitativa e progressista. Entretanto, ele ponderou que é necessário entender o que significa simplicidade no sistema tributário. “Não existe sistema tributário simples. No mundo todo, eles são complexos. A palavra correta seria operabilidade”, disse. “Será que teremos menos complexidade? Eu diria não, mas teremos uma operação diferente. A complexidade em si vai existir, mas será um modelo mais operacional”, concluiu.
Além disso, ele contrapôs que é esperado haver maior complexidade no começo, mas todo mundo terá condições de entender o modelo de uma forma mais uniforme.
Por fim, ele argumentou que o grande problema da Reforma Tributária está na credibilidade. “Substancialmente, o que vamos ter que superar não é uma questão técnica, mas, sim, de credibilidade. Ou seja, se o governo não fizer e cumprir aquilo que a lei estipula, não adianta de nada a reforma”. Do ponto de vista técnico, explicou, a “reforma é muito boa”, porém passará por um grande teste de credibilidade da sociedade com o governo.
Perspectivas Macroeconômicas e Oportunidades de Investimento
Por fim, o último painel do dia reuniu Rogério Xavier, Sócio-fundador da SPX Capital, André Jakurski, Sócio-fundador da JGP, Luis Stuhlberger, Sócio-fundador da Verde Asset, e André Esteves, Chairman e Sócio Sênior do BTG Pactual.
O debate começou em torno da economia americana. Para Jakurski, o grande ponto de análise é o ritmo da desaceleração da economia americana. “Se ela for suave, é ótimo, mas se for mais agressiva, vai dar um susto”. Na questão de política monetária, Stuhlberger defendeu que o Fed nunca deu indícios que cortaria em 2024 os juros que o mercado precificou no ano passado e falou que hoje o mercado está mais racional. Rogério Xavier apresentou uma visão diferente de seus colegas, afirmando que Jerome Powell, presidente do banco central americano, posicionou o mercado para o início de cortes em março, além de achar que a economia americana está em um “claro processo de desaceleração”.
Ainda sobre os Estados Unidos, Jakurski destacou a imprevisibilidade de Trump como um receio caso ele seja eleito. Enquanto isso, Xavier avaliou que o grande efeito das eleições americanas é o da paralisia. “Eu prefiro ter a certeza de que um irá ganhar do que não ter nenhuma ideia”.
Em relação aos juros brasileiros, a opinião de Stuhlberger é que os juros podem subir devido à visão muito pior do fiscal do que o mercado está comprando. Xavier analisou que “esse ciclo pequeno de elevação de juros vai ser positivo para o Brasil à frente. Porque, em 2025, vai poder cortar os juros sem o déficit de credibilidade ao Banco Central. Acho uma oportunidade imperdível de puxar os juros”.
Este conteúdo é produzido pela PORTOFINO MULTI FAMILY OFFICE e fomenta o diálogo sobre a política e o empresariado brasileiro. A nossa opinião é neutra e não é partidária.
O que você precisa saber: Essa é a maior aquisição da história da Priner. A aquisição vai quadruplicar a receita da companhia no setor de mineração e marca a entrada no segmento de eletromecânica.
A companhia de serviços industriais Priner anunciou a compra da Real Estruturas, empresa voltada para a montagem eletromecânica. A transação, de R$ 170 milhões, é a maior aquisição da Priner, empresa de capital aberto que realizou seu IPO no ano de 2020.
Desde que se tornou independente, no final de 2012, a Priner já realizou 10 aquisições. O atual CEO da Real, Daniel Belém, terá 3,8% da Priner, tornando-se o quinto maior acionista da empresa e continuará comandando a nova unidade de negócios.
Nesta transação, atuamos como assessores exclusivos da Real Estruturas e seus sócios.
Este movimento reforça a amplitude de nosso portfólio, que oferece soluções exclusivas para atender todas as necessidades dos nossos clientes por meio das nossas verticais de Gestão de Investimentos, Investimentos Internacionais, Real Estate, Esporte, Arte e Entretenimento e, como neste caso, M&A (Fusões e Aquisições).
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