Como identificar um golpe digital? Fique de olho nestes sinais de alerta!

Como identificar um golpe digital? Fique de olho nestes sinais de alerta!

(Tempo de leitura: 3 minutos)

O que você precisa saber:
– WhatsApp, SMS, e-mail e ligações são alguns dos golpes mais comuns;
– Erros de português, urgência e pressão são alguns sinais de alerta.


Golpe do WhatsApp Clonado

  • Um golpista se passa por você, pedindo dinheiro emprestado para seus contatos.
  • Dica: Ative a verificação em duas etapas no seu WhatsApp e sempre ligue para a pessoa antes de fazer qualquer transferência.

Golpe do Boleto Falso

  • Você recebe um boleto por e-mail ou mensagem, mas ele foi adulterado.
  • Dica: Sempre verifique o nome do beneficiário e o CNPJ antes de pagar.

O Famoso “Phishing”

  • E-mails, SMS ou mensagens que parecem de empresas conhecidas, mas usam links falsos para roubar seus dados.
  • Dica: Nunca clique em links suspeitos. Acesse o site oficial diretamente.

Golpes telefônicos

  • Ligações em que o golpista se apresenta como funcionário de banco ou empresa, pedindo senhas, tokens ou códigos de acesso.
  • Ofertas falsas de investimentos com promessas de ganhos rápidos.

Portanto, fique de olho!

  • Erros de português
    Mensagens de supostas empresas sérias, mas cheias de erros de digitação e gramática.
  • Urgência e pressão
    O golpista cria um senso de emergência para que você não tenha tempo de pensar.
    Exemplo: “Se não resolver, sua conta será bloqueada!”
  • Desconfie de prêmios, heranças, investimentos ou descontos que parecem bons demais para ser verdade.
  • Nunca compartilhe senhas, códigos ou dados de cartão.

Em caso de suspeita

  • Interrompa o contato imediatamente
  • Registre ocorrência junto às autoridades competentes
  • Fale com o seu contato de confiança na instituição financeira

Fique seguro!

A melhor defesa é a informação. Compartilhe este guia para ajudar mais pessoas a se protegerem.

Esfera Brasil | Sustentabilidade das contas públicas deve ser prioridade

Esfera Brasil | Sustentabilidade das contas públicas deve ser prioridade

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
Em encontro da Esfera Brasil, o ex-vice-presidente Hamilton Mourão defendeu que a sustentabilidade das contas públicas seja prioridade.


Por Esfera Brasil

O ex-vice-presidente da República e atualmente senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) avaliou que a direita brasileira tem grandes chances de vitória na corrida presidencial de 2026, citando os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS), como bons candidatos.

“Temos toda uma possibilidade do grupo de direita sair vitorioso. Temos gente capacitada, gestores provados. E temos um governo do presidente Lula, que ainda está preso no início dos anos 2000, e já estamos em 2025”, afirmou durante encontro na Casa ParlaMento na quarta-feira (10).

O parlamentar afirmou que o candidato a ser eleito terá trabalho longo e urgente com foco principalmente em medidas fiscais, a fim de reverter o cenário de vulnerabilidade para as contas públicas nos próximos anos.

“Quem foi eleito ano que vem vai ter que executar ao longo dos próximos quatro anos uma política de ajuste draconiana. Não tem como, independentemente se o atual presidente for reeleito ou se o alguém do nosso campo vencer a eleição, vai ter que tomar essa atitude”.

Tarifaço

Membro da comissão mista que analisa o texto da Medida Provisória do Plano Brasil Soberano (MP 1309/2025), o senador também fez breve análise sobre o fenômeno do tarifaço. Ele faz uma leitura de que o Brasil representa pilares como o pacto de gerações, a democracia, o capitalismo, e o estado de direito. Contudo, o governo petista tem se utilizado desses valores para ideologizar as relações internacionais. 

“O que ocorre é que o governo do presidente Lula tem uma visão ideológica dessa relação. Não pode ser assim. Temos que atuar com pragmatismo e flexibilidade”, declarou.

Para Mourão, a relação institucional entre Brasil e Estados Unidos foi marcada por uma série de equívocos desde o início do mandato de Donald Trump. Ele citou a recusa do presidente Lula em se comunicar com o presidente norte-americano após o resultado das eleições americanas, postura que se manteve na gestão da crise das tarifas.

“O governo tem que perder a soberba, o presidente da República tem que passar a mão no telefone e ligar para o presidente Trump”, defendeu.

Ainda, no diagnóstico do senador, o plano traçado pelo governo brasileiro para socorrer as empresas afetadas é “paliativo”. Além de ser avaliada como insuficiente para a manutenção dos padrões da operação dos setores afetados, o pacote também conta com a estratégia de deixar o crédito extraordinário de fora do arcabouço.

Forças Armadas na política

Questionado sobre a participação das Forças Armadas na composição política, Mourão avaliou que hoje o país encara de forma mais madura a presença de militares em cargos públicos. O senador, que também é general da reserva do Exército brasileiro, descreve que a história da democracia brasileira foi marcada por episódios em que foi necessário que o Executivo colocasse limites claros, separando a política dos quartéis.

“Não há essa entrada da política dentro da força, porque se a política entra no quartel pela porta da frente, a disciplina e hierarquia se evadem pela porta dos fundos”, concluiu.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

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Esfera Brasil | Saúde fiscal não é apenas uma questão contábil

Esfera Brasil | Saúde fiscal não é apenas uma questão contábil

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
O equilíbrio fiscal é a base para garantir serviços públicos, atrair investimentos e dar segurança à população e ao setor produtivo. Em Mato Grosso, o ajuste iniciado em 2019 permitiu retomar obras, gerar empregos e melhorar indicadores sociais, mostrando que boa gestão começa pelas finanças.


Por Mauro Mendes, governador do Estado de Mato Grosso

“O orçamento é o coração do governo. Quem governa mal as contas, governa mal o povo” (Ulysses Guimarães). Essa frase, dita há décadas, é mais atual do que nunca. Nenhum governo consegue entregar políticas públicas de verdade se não tiver suas contas em ordem. Saúde fiscal não é apenas uma questão contábil. É o ponto de partida para garantir o básico: salários em dia, investimentos estruturantes, credibilidade institucional e respeito ao cidadão.

Quando um estado ou país perde o controle do seu orçamento, o efeito é imediato: fornecedores não recebem, serviços travam, obras param e o investidor privado recua. Ninguém aplica dinheiro onde impera a instabilidade, onde há risco constante de aumento de impostos ou mudanças abruptas de regras. A desorganização fiscal vira sinônimo de insegurança.

Por isso, defendo com firmeza que o equilíbrio fiscal seja tratado como prioridade absoluta em qualquer esfera de governo. Isso vale para municípios, estados e, principalmente, para a União, que tem registrado déficits bilionários nas contas primárias e já recebeu alerta do Tribunal de Contas da União de uma “quebradeira geral” em 2027.

Em Mato Grosso, enfrentamos essa realidade logo no início da primeira gestão, em 2019. Pegamos um estado quebrado, com salários atrasados e rombos acumulados. Optamos por fazer o que precisava ser feito: um ajuste fiscal duro, responsável e necessário. Cortamos gastos, reorganizamos contratos, acabamos com desperdícios e colocamos as finanças em ordem.

O resultado disso foi a recuperação da capacidade de investimento. Com as contas organizadas, conseguimos investir ano após ano quase 20% da receita em obras e serviços públicos, bem acima da média nacional. E não foi só isso: criamos um ambiente confiável para o setor produtivo, que passou a investir, gerar empregos e movimentar a economia do estado.

Um exemplo claro dessa combinação de responsabilidade e ação foi a solução para a BR-163, uma rodovia federal que estava há anos no abandono. O Governo do Estado pegou o problema para si, comprou a concessão e hoje executa a maior obra rodoviária do País, com mais de 100 quilômetros de duplicação já entregues e outros 130 previstos até o final do ano. A duplicação, prevista para terminar em oito anos, será feita em quatro.

Essa trajetória mostra que é possível, sim, aliar responsabilidade fiscal com entregas concretas que beneficiam diretamente o cidadão. E mais do que isso: mostra que boa gestão começa pelas finanças. Antes de pensar em grandes projetos, é preciso garantir que o caixa suporte as ideias.

Governo bom não é o que promete. É o que entrega para a população. E só entrega quem tem responsabilidade com o dinheiro público, sabe o que fazer, planeja e toma coragem para fazer. Essa é a escolha que fizemos em Mato Grosso. E que o Brasil precisa fazer com urgência.

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Esfera Brasil | Tarcísio: Brasil precisa perseguir o ‘40 anos em 4’

Esfera Brasil | Tarcísio: Brasil precisa perseguir o ‘40 anos em 4’

(Tempo de leitura: 6 minutos)

O que você precisa saber:
Nesta semana, aconteceu a terceira edição do Seminário Brasil Hoje, com a presença de grandes nomes, como Tarcísio de Freitas, Gilberto Kassab, Ciro Nogueira, entre outros.


Por Esfera Brasil

Empresários, especialistas e líderes políticos deram o tom dos debates no próximo ano: a agenda desenvolvimentista precisa ser retomada. Com a presença de governadores, ex-presidentes e lideranças partidárias, a terceira edição do Seminário Brasil Hoje, realizada pela Esfera Brasil, nesta segunda-feira, 25, mergulhou nos temas mais urgentes para o Brasil atualmente — cenário eleitoral, regulação das redes sociais, fortalecimento das agências reguladoras, além de temas recorrentes, como economia e inovação.

Cotado como possível nome da centro-direita para disputar a Presidência em 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, refletiu sobre a relevância de se estabelecer um projeto de País que tenha como preocupação central a agenda de desenvolvimento econômico e social. Ele aponta que a agenda fiscal, a desindexação de despesas do orçamento público e a harmonia entre os Três Poderes serão pontos-chave a serem enfrentados pelo próximo governo eleito. 

Questionado pelo presidente do Partido Progressistas, Ciro Nogueira, sobre um lema para o próximo pleito, Tarcísio fez referência ao ex-presidente Juscelino Kubitschek e declarou que o Brasil precisa perseguir o “40 anos em 4”. Ainda, ponderou a necessidade do Brasil deixar a agenda eleitoral de lado e começar a discutir um projeto de País: “A gente não pode pensar só em eleição, a gente tem que pensar em geração”.

“Esse cara [JK] impulsionou a indústria, interiorizou e construiu o Brasil. Ele construiu uma cidade, que hoje é a nossa capital, em três anos. Então, um líder disruptivo, uma pessoa que pensou o futuro, que implantou bases para a gente dar um salto subsequente. Não sei qual vai ser o lema de um novo governo, mas eu sei que a gente precisa fazer pelo menos 40 anos em 4. Isso está muito claro”, declarou o governador por fim.

Partidos no tabuleiro de 2026

O posicionamento foi endossado por lideranças partidárias presentes que defenderam, além de um projeto de País, a importância da integração com o setor produtivo e da harmonia entre os Três Poderes, de modo a garantir melhor governabilidade do País.

Para o presidente do PSD, Gilberto Kassab, o próximo pleito eleitoral será sobre encontrar uma liderança capaz de unir a política nacional. “O Brasil precisa fazer o que fez o Chile uns anos atrás, que é a famosa concertação política entre o Poder Judiciário, Legislativo e Executivo. Existe muita tensão. Não é hora de você acirrar os ânimos, de promover enfrentamentos. É hora de encontrar um líder que possa ser respeitado pela esquerda e pela direita”, analisou. 

Já o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, apontou que segue com o ex-presidente Jair Bolsonaro o poder da definição dos rumos da direita no próximo ano. Apesar dos recentes desdobramentos judiciais, Costa Neto diz que o partido ainda tem “esperança que Bolsonaro possa ser candidato”. Ele também compartilhou as pesquisas da sigla, que apontam a capacidade de 30% de transferência de votos do ex-presidente para outro possível candidato.

A Federação União Progressista, oficializada neste mês pelo União Brasil e o PP,  já firmou sua posição na composição de chapa presidencial. Ainda assim, o novo grupo político busca aliados no empresariado para consolidar a campanha nacional, contra uma possível candidatura à reeleição do presidente Lula.  

“A Federação União Progressista nasce com uma força muito grande. São 16 pré-candidatos a governos estaduais, mais de 26 candidatos ao Senado. E chapas completas para deputados federais e deputados estaduais. Não tenha dúvida de que a federação estará na chapa majoritária. Temos uma força que pende para o governador Ronaldo Caiado e também para a senadora Tereza Cristina”, disse Antonio de Rueda.

Mesmo com o adiantamento do processo eleitoral, os rumos do MDB serão definidos apenas no início do próximo ano, avaliou o presidente Baleia Rossi. Apesar disso, o partido já trabalha na elaboração de um projeto político para nortear as decisões da pré-campanha.  “Nós estamos preparando um documento-projeto para apresentar em outubro, em Brasília, que é o que o MDB pensa sobre os pontos mais importantes do País. E, a partir daí, nós vamos discutir eleições“, afirmou.

Despesa e sustentabilidade fiscal

Mais uma vez, a preocupação fiscal retornou ao centro das discussões do cenário brasileiro. Lideranças empresariais e especialistas discorreram sobre a necessidade de se reavaliar as prioridades das despesas do Estado brasileiro, com olhares voltados para a redução de gastos, a eficiência e a qualidade das políticas públicas. 

“O governo é grande demais, gasta demais”, afirmou o vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, Roberto Campos Neto, que também é ex-presidente do Banco Central. Ele defende que o País tenha coragem para olhar para a estrutura do Estado e propor uma redução das despesas públicas.

A visão reverbera também em representantes do mercado. Para Isaac Sydney, presidente da Febraban, o Brasil precisa de um “freio de arrumação”. “Ou fazemos um freio de arrumação ou vai se tornar insustentável a trajetória da dívida. Não adianta olhar para o governo de plantão ou para o Congresso de plantão. Precisamos também da sociedade e do empresariado, que se vale de uma série de renúncias fiscais”, disse.

O economista Marcos Lisboa ponderou um meio-termo: “Vamos enfrentar o problema não no estado do bem-estar, mas nos vazamentos do Estado, capturado pelos interesses rentistas do setor privado. Não seria uma boa maneira de começar uma discussão?”.

Censura x regulamentação

A regulamentação das plataformas digitais foi tema de um dos painéis, composto por parlamentares atuantes na defesa do assunto. Os avanços mais recentes com o tema no Congresso vieram na forma do projeto de lei que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, aprovado na Câmara na semana passada. A discussão abriu espaço para uma nova tentativa de regulamentar as plataformas digitais antes das eleições, matéria que já é gestada no Planalto.

Para o senador Alessandro Vieira, autor do projeto que cria o ECA Digital, o Congresso ainda precisa avançar no nível das discussões e despolarizar o tema: “É preciso compreender o que é o ambiente digital, e entender que ele não é isento ou democrático é um passo fundamental”.

O posicionamento foi endossado por parlamentares da base governista presentes no evento. Segundo o deputado federal Guilherme Boulos, é necessário assegurar o respeito às legislações dos países também no ambiente digital, de forma a coibir práticas criminosas.

“Transformar o debate de regulação das redes sociais em um tema de censura é ignorar a legislação existente sobre radiodifusão. […] Ninguém está propondo um polígrafo digital para saber o que é verdade ou mentira. O que está se propondo é que o ambiente digital não seja livre para o cometimento de crimes”, defendeu Boulos.

Orlando Silva, deputado federal e relator da proposta — inicialmente tramitada no Legislativo —, pondera que, diferentemente da narrativa de opositores, somente a regulamentação de redes sociais garantiria o exercício pleno da liberdade de expressão.

“A ideia de ambiente digital separado de ambiente real é cada vez mais tênue. E por isso é importante preservarmos a esfera pública do debate. Regulação das plataformas digitais só faz sentido se for para garantir a liberdade de expressão”, comentou.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

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A nova lógica eleitoral brasileira: por que a boa economia não tem sustentado a avaliação do atual governo?

A nova lógica eleitoral brasileira: por que a boa economia não tem sustentado a avaliação do atual governo?

(Tempo de leitura: 4 minutos)

A teoria do voto econômico sugere que a percepção da população sobre os governantes é influenciada pelo desempenho da atividade macroeconômica¹. De fato, uma análise mais aprofundada dos dados históricos indica que, quando a economia apresenta bom desempenho, é provável que a avaliação do governo seja positiva e que ele seja reeleito. Em contrapartida, inflação e desemprego elevados tendem a deteriorar essa percepção e reduzir as chances de reeleição ou de continuidade do grupo político no poder.

No Brasil, porém, os dados recentes mostram que essa dinâmica não tem se confirmado. Mesmo com taxas relativamente baixas de desemprego e inflação, e com a atividade econômica registrando desempenho robusto, a insatisfação da população com o atual governo permanece elevada — acima do que foi usualmente observado em contextos semelhantes². Ao que tudo indica, ruídos políticos (como o escândalo do INSS, os embates entre os Poderes Executivo e Legislativo, além da elevação do IOF e outras medidas tributárias) têm se sobreposto aos efeitos positivos de um cenário econômico mais favorável³.

É verdade que, nas últimas semanas, a avaliação negativa do governo recuou marginalmente. A imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil parece ter contribuído para um ganho de capital político por parte do governo (discurso nós versus eles), conforme discutido em relatório anterior.

Aprofunde-se: Gestão Dinâmica | Trump impõe tarifaço ao Brasil: embate comercial vira capital político para Lula

Ainda assim, esses ganhos tendem a ser limitados, e os desafios para que o governo Lula melhore sua imagem permanecem relevantes. A atividade econômica, por exemplo, deve desacelerar nos próximos meses, reflexo de uma política monetária que deve continuar contracionista ao menos até o final do ano.

Mais do que isso, a dificuldade de converter bons indicadores econômicos em apoio político expõe uma transformação mais profunda do eleitorado brasileiro. Um dos fatores centrais é a crescente presença da população evangélica no cenário eleitoral. Ainda que nem sempre explicitado nos discursos políticos, o peso da religião — em especial o avanço do eleitorado evangélico — tem moldado o comportamento do voto de forma consistente nas últimas eleições.

Essa mudança ajuda a explicar por que a prosperidade econômica não garante, como antes, um alinhamento automático entre melhora de indicadores e apoio ao incumbente. A tendência de menor adesão a partidos de esquerda em municípios com maior presença evangélica não é nova, mas ganha relevância em um contexto de polarização intensa e ativismo religioso⁴. Assim, diante de uma conjuntura econômica que tende a perder fôlego e de um eleitorado cuja composição está em rápida mutação, a nova lógica eleitoral brasileira representa um enorme desafio para um eventual sucessor de esquerda, seja ele Lula ou outro candidato.

Em tempo: pela primeira vez desde 2024, o índice de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou numericamente o percentual de desaprovação. Os dados, divulgados nesta quinta-feira em pesquisa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, sugerem um pequeno respiro para o governo. A questão, agora, é acompanhar até que ponto a constatação de que a percepção de um ambiente econômico mais favorável não se traduz automaticamente em apoio — especialmente entre os eleitores evangélicos — poderá impor um teto ao crescimento da aprovação do governo.

Mais um movimento bem-sucedido da nossa vertical de M&A!

Mais um movimento bem-sucedido da nossa vertical de M&A!

(Tempo de leitura: 3 minutos)

A nossa equipe de M&A concluiu mais uma importante transação, atuando como assessora exclusiva da Reta Engenharia e de seus sócios no processo de venda para a sueca AFRY, uma das líderes globais em consultoria de engenharia, design e sustentabilidade.

Essa é mais uma operação que assessoramos no setor de engenharia, consolidando nossa credibilidade e know-how em um segmento estratégico para o desenvolvimento de grandes projetos de infraestrutura, mineração e energia. Esse histórico fortalece nosso relacionamento com empresários do setor, amplia nosso portfólio de transações bem-sucedidas e abre novas portas para futuras oportunidades.

No trabalho de assessoramento da Reta, cada etapa foi conduzida com excelência, proximidade e total alinhamento aos objetivos dos sócios, reforçando o compromisso da Portofino em potencializar valor, proteger patrimônios e apoiar famílias empresárias em grandes decisões e negócios. Até o fechamento da operação, que é esperado para o 3° Tri de 2025, as companhias continuarão operando de forma independente.

A realização deste trabalho eleva ainda mais o nosso posicionamento como parceiro de confiança para M&A no Brasil e no exterior, demonstrando nossa capacidade de gerar negócios ao conectar empresas e famílias empresárias a uma ampla rede de investidores estratégicos em diversos mercados globais. Essa presença internacional, aliada a um assessoramento de alto nível, garante soluções customizadas e oportunidades que ultrapassam fronteiras.

Na matéria abaixo, você confere mais informações sobre o deal.

AFRY adquire Reta Engenharia para reforçar atuação em mineração e metais

Se deseja saber mais sobre a nossa vertical M&A, agende uma conversa com os nossos sócios Luiz Guilherme Guimarães e Thiago Antich Monteiro de Barros.