Mudanças climáticas: a urgência de ações concretas e sustentáveis

Mudanças climáticas: a urgência de ações concretas e sustentáveis

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
Os eventos climáticos extremos estão cada vez mais intensos e a urgência para medidas sustentáveis fica cada vez mais latente. O Brasil desempenha um papel fundamental, com vasta biodiversidade, podendo liderar a sustentabilidade global. Entretanto, é necessário cooperação internacional para mitigar os impactos climáticos.


As mudanças climáticas estão cada vez mais evidentes e trazem consigo uma série de eventos extremos, como ondas de calor, furacões, enchentes e secas severas. Esses fenômenos não são apenas alarmes naturais, mas também sinalizam a necessidade urgente de ações concretas para proteger o nosso planeta. As enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul, na China e na Rússia, as secas severas no Marrocos, o calor escaldante na Índia e os recordes de temperaturas globais são apenas alguns exemplos das manifestações drásticas das mudanças climáticas. A negligência nas ações em relação à preservação do nosso planeta tem custado milhares de vidas e o bem-estar das gerações futuras.

É nesse contexto que a sigla ESG (Environmental, Social, and Governance), especialmente o “E”, ganha relevância. O componente ambiental refere-se às práticas de uma empresa que impactam o meio ambiente, como a gestão de recursos naturais, a redução de emissões de carbono, o manejo de resíduos, a eficiência energética e a preservação da biodiversidade.

A crescente preocupação ambiental tem levado governos, empresas e indivíduos a adotarem medidas proativas na tentativa de mitigar os efeitos das mudanças climáticas e prevenir catástrofes ambientais. Uma das estratégias fundamentais é a transição para fontes de energia renovável, como solar, eólica e hidráulica, que reduzem a dependência de combustíveis fósseis e diminuem a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, políticas de reflorestamento e preservação de áreas verdes são cruciais para manter a biodiversidade e melhorar a capacidade de sequestro de carbono das florestas.

No âmbito empresarial, muitas companhias estão implementando práticas de economia circular, que visam minimizar o desperdício através da reutilização e reciclagem de materiais. A inovação em tecnologias sustentáveis, como o desenvolvimento de produtos biodegradáveis e processos de produção mais eficientes, também desempenha um papel essencial na redução do impacto ambiental.

Além das ações voltadas diretamente ao meio ambiente, a educação e conscientização da população sobre a importância da sustentabilidade são vitais. Campanhas de sensibilização e programas educativos podem incentivar comportamentos mais ecológicos, como a redução do consumo de plástico, o uso responsável da água e a adoção de meios de transporte mais sustentáveis.

Medidas governamentais robustas também são imprescindíveis. A implementação de regulamentações ambientais rigorosas, como limites para emissões de poluentes e incentivos para empresas que adotam práticas sustentáveis, pode acelerar a transição para uma economia verde. A cooperação internacional é igualmente crucial, pois as mudanças climáticas são um problema global que requer soluções colaborativas, como os acordos climáticos internacionais e a partilha de tecnologias sustentáveis entre os países.

O Brasil tem papel fundamental para acelerar a discussão sobre sustentabilidade no mundo. O país possui a maior biodiversidade do planeta, com proporções geográficas e populacionais que ressaltam o nosso poder como potência nesse campo. “O Brasil está bem posicionado para ser líder de sustentabilidade no mundo. Mas, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, disse Georg Kell, fundador do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), para o portal Fast Company Brasil, no fim de 2023. O executivo é um dos principais nomes quando o assunto é sustentabilidade e setor privado.

Por outro lado, toda essa potência brasileira passa a ser um vetor negativo quando se pensa nos riscos da crise climática. “O Brasil está na linha de frente das ameaças climáticas, seja de secas ou de enchentes”, disse o executivo à época. O conceito de Sustentabilidade cresceu 292% e para muitos setores passou a ser prioridade. Segundo a projeção do Fórum Econômico Mundial, estima-se que, até 2050, as alterações climáticas devem reduzir o PIB mundial em até 18%. 

Sendo assim, a adaptação às mudanças climáticas já inevitáveis é uma área que necessita de atenção. Infraestruturas resilientes, capazes de suportar eventos climáticos extremos, e planos de resposta a desastres bem elaborados são essenciais para minimizar os impactos nas comunidades vulneráveis.

Em suma, a luta contra as mudanças climáticas exige um esforço conjunto e multidimensional. A integração de práticas sustentáveis nas esferas ambiental, social e econômica é crucial para garantir um futuro viável e saudável para o nosso planeta e as futuras gerações.

O que é um Family Office?

O que é um Family Office?

Um Family Office é uma estrutura especializada na gestão do patrimônio de uma única família, oferecendo serviços financeiros personalizados e exclusivos. Um Family Office surge para atender as necessidades de famílias com elevado patrimônio líquido, com o objetivo de preservar, aumentar e transferir a riqueza entre gerações de forma eficiente e segura.

A principal função de um Family Office é fornecer um serviço completo e integrado de gestão patrimonial. Isso inclui a administração de investimentos, planejamento financeiro, planejamento tributário e sucessório, bem como a gestão de bens imóveis e outros ativos tangíveis. Além disso, um Family Office pode oferecer serviços adicionais como contabilidade, serviços jurídicos, gestão de seguros e até mesmo a coordenação de atividades filantrópicas e educacionais.

Características de um Family Office

Uma das características distintivas é o seu enfoque altamente personalizado. As decisões são tomadas de acordo com as metas e os valores da família, garantindo que todas as ações estejam alinhadas com seus interesses a longo prazo. Esse nível de personalização permite que o Family Office ofereça soluções sob medida que maximizem a eficiência fiscal, protejam os ativos e facilitem a transição de riqueza entre gerações.

A estrutura de um Family Office pode variar consideravelmente. Existem os Single Family Offices (SFO), que servem exclusivamente uma única família, e os Multi Family Offices (MFO), que atendem várias famílias ao mesmo tempo. A escolha entre essas estruturas depende das necessidades e do tamanho do patrimônio da família.

Os Single Family Offices geralmente possuem uma equipe dedicada de profissionais que gerenciam exclusivamente os interesses da família. Isso proporciona um nível de serviço e confidencialidade incomparáveis. No entanto, a manutenção de um Single Family Office pode ser bastante onerosa, devido aos custos operacionais elevados, que incluem salários de profissionais altamente qualificados e despesas administrativas.

Por outro lado, os Multi Family Offices oferecem uma solução mais acessível para famílias que desejam os benefícios de uma gestão patrimonial profissional sem os custos associados a um Single Family Office. Ao compartilhar os custos de operação entre várias famílias, os MFOs conseguem oferecer serviços de alta qualidade a um custo mais reduzido. Essa estrutura permite que mesmo famílias com um patrimônio significativo, mas não extraordinário, possam acessar serviços de gestão patrimonial profissionalizados e personalizados.

Assim, apesar da sofisticação e exclusividade dos Single Family Offices, muitos optam pelos Multi Family Offices devido à sua relação custo-benefício mais favorável, permitindo um gerenciamento eficiente do patrimônio com uma estrutura de custos mais racional.

A Portofino MFO é um Multi Family Office preparado para atender a todas as dimensões do patrimônio de uma família UHNW (Ultra High Net Worth). Fundado para atender a família de nossa fundadora, hoje atende diversas outras famílias, com o mesmo propósito: proporcionar uma gestão patrimonial eficiente, segura e personalizada, garantindo a tranquilidade e a prosperidade das famílias ao longo das gerações.

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Imposto de Renda 2024: como declarar empréstimos realizados entre pessoas físicas em 2023?

Imposto de Renda 2024: como declarar empréstimos realizados entre pessoas físicas em 2023?

(Tempo de leitura: 2 minutos)

O que você precisa saber:
Credor e devedor devem informar o empréstimo ocorrido no ano de 2023 em suas respectivas declarações, e refletir a situação da dívida em 31/12/2023. Quem “toma” um empréstimo, possui uma dívida. Quem concede o empréstimo, possui um direito de crédito.


O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2024 termina no dia 31 de maio.

Pensando em te ajudar nesse processo e sanar possíveis dúvidas, a nossa equipe de Wealth Planning elaborou um guia sobre como declarar os empréstimos concedidos ou contraídos no ano de 2023 entre pessoas físicas residentes fiscais no Brasil.

Para conferir o material completo, faça o download abaixo.

O que é um Multi Family Office (MFO)

O que é um Multi Family Office (MFO)

Entenda o que é um Multi-Family Office: Guia Completo para Famílias UHNW

Introdução

Um Multi-Family Office (MFO) representa uma solução abrangente para a gestão do patrimônio de famílias com grandes ativos. Esses escritórios oferecem uma gama de serviços personalizados, desde o planejamento financeiro e fiscal até a administração de investimentos e a consultoria para questões legais e hereditárias. Neste guia, exploraremos detalhadamente o que é um MFO, os serviços que oferecem, as vantagens de se associar a um, e como escolher o MFO certo para suas necessidades familiares.

Origens e Evolução do MFO

Os Multi-Family Offices têm suas raízes nos family offices, que originalmente serviam uma única família aflluente. Com o tempo, a ideia evoluiu para incluir múltiplas famílias, permitindo assim a partilha de recursos e expertise, ao mesmo tempo reduzindo custos operacionais. Os MFOs surgiram como uma força no setor financeiro na década de 1980, respondendo às necessidades de famílias ricas que buscavam uma gestão mais sofisticada e personalizada de seus patrimônios.

Conheça a história dos Family Offices

Esses escritórios são mais do que apenas gestores de patrimônio; eles integram aspectos de planejamento financeiro, consultoria jurídica e estratégias de investimento, tudo sob um mesmo teto. Esta evolução continuou com a globalização dos mercados financeiros, exigindo dos MFOs uma capacidade ainda maior de adaptação às complexidades regulatórias e financeiras internacionais.

Serviços Oferecidos por um MFO

Os serviços de um Multi-Family Office são variados e extensos, incluindo:

  • Gestão de Investimentos: Desenvolvimento de estratégias de investimento personalizadas baseadas nas necessidades e objetivos de longo prazo da família.
  • Planejamento Fiscal e Sucessório: Assistência com a estruturação fiscal eficiente do patrimônio e planejamento sucessório, garantindo uma transição suave e a minimização de obrigações fiscais.
  • Consultoria Jurídica: Suporte em questões legais, incluindo a configuração de fundações e trusts, além de orientação em questões regulatórias.
  • Gestão de Riscos: Avaliação e mitigação de riscos financeiros e pessoais.
  • Educação Financeira para Herdeiros: Programas destinados a educar as próximas gerações sobre a gestão e a preservação do patrimônio familiar.

Esta gama de serviços destaca o papel dos MFOs como parceiros integrais na preservação e no crescimento do patrimônio familiar ao longo das gerações.

Conheça os nossos serviços

Seção 3: Vantagens de um MFO

A escolha de um Multi-Family Office traz diversas vantagens significativas:

  • Personalização dos Serviços: Os MFOs oferecem serviços altamente personalizados, ajustados às necessidades específicas de cada família, o que é difícil de alcançar através de serviços financeiros convencionais.
  • Concentração de Expertise: Com profissionais especializados em diversas áreas, os MFOs fornecem um nível de conhecimento e experiência que cobre todas as facetas da gestão de patrimônio.
  • Privacidade e Confidencialidade: Manter a privacidade é uma prioridade para muitas famílias ricas, e os MFOs garantem um alto nível de discrição em todas as operações e decisões.
  • Relacionamento de Longo Prazo: Os MFOs muitas vezes trabalham com famílias ao longo de várias gerações, ajudando a construir um legado duradouro e a educar herdeiros sobre como gerenciar e preservar o patrimônio familiar.

Seção 4: Como Escolher o MFO Certo

Ao selecionar um Multi-Family Office, considere os seguintes fatores:

  • Reputação e Experiência: Avalie a história e a reputação do escritório. Um MFO com uma longa trajetória e uma sólida reputação no mercado geralmente oferece maior segurança e confiabilidade.
  • Alinhamento de Valores: É essencial que os valores do MFO estejam alinhados com os da sua família, garantindo uma parceria eficaz e duradoura.
  • Transparência nas Taxas: Entender claramente como o MFO cobra pelos seus serviços é crucial para evitar surpresas e garantir que os custos estejam alinhados com os benefícios.
  • Personalização e Acesso: Verifique se o MFO oferece um nível de personalização e acesso direto aos profissionais que você espera.

Tendências Futuras para MFOs

O futuro dos MFOs parece ser marcado por algumas tendências importantes:

  • Digitalização e Tecnologia: O aumento da utilização de tecnologias para gerenciar patrimônios e melhorar a comunicação entre as famílias e seus escritórios.
  • Sustentabilidade e Investimentos Éticos: Uma crescente demanda por investimentos que não apenas trazem retorno financeiro, mas também são responsáveis do ponto de vista social e ambiental.
  • Expansão de Serviços: Os MFOs estão expandindo seus serviços para incluir não apenas a gestão de ativos, mas também a assistência em lifestyle, educação de herdeiros e até mesmo a coordenação de grandes projetos filantrópicos.

Portofino Multi Family Office

Na Portofino Multi Family Office, entendemos profundamente as necessidades das famílias patrimoniais porque compartilhamos uma conexão pessoal com elas. Fundada por Carolina Giovanella para administrar o patrimônio da própria família, a Portofino nasceu da necessidade real de uma gestão patrimonial altamente personalizada e consciente. Esta origem oferece aos nossos clientes uma perspectiva única e valiosa: cada serviço que desenvolvemos foi criado para atender aos padrões rigorosos exigidos por uma família que entende os desafios de preservar e aumentar um grande patrimônio.

Em 2024 fomos reconhecido pela Euromoney Private Banking Awards como um “Best Family Office Services Brazil”

Com uma equipe dedicada de especialistas em diversas áreas, desde planejamento financeiro e fiscal até consultoria jurídica, estratégia e gestão de investimentos, Real Estate e M&A (Fusões e Aquisições), estamos preparados para ajudar sua família a construir um legado duradouro. Na Portofino, adotamos as tendências mais recentes do setor para garantir que nossos clientes estejam sempre à frente, maximizando seus recursos e garantindo um futuro sustentável para as próximas gerações.

Perguntas Frequentes

1. O que nos diferencia de um gestor de patrimônio tradicional?

  • Na Portofino, vamos além da simples gestão de investimentos. Nós cuidamos de todas as dimensões do seu patrimônio: a liquidez financeira, os investimentos imobiliários, os negócios e as participações societárias. Nosso compromisso é proteger e ampliar seu patrimônio de maneira sustentável e multigeracional. Aqui, trabalhamos juntos para que sua família, suas empresas e suas finanças floresçam hoje e para as futuras gerações, com transparência e total alinhamento com os seus interesses.

2. Quais são os critérios para uma família considerar a contratação de um MFO?

  • Famílias que procuram um parceiro confiável para uma gestão integrada e personalizada do patrimônio, abrangendo desde a liquidez até os negócios familiares, encontram na Portofino a expertise necessária. Se você deseja ter tranquilidade sabendo que todos os aspectos do seu patrimônio estão sendo cuidados por especialistas, estamos aqui para caminhar ao seu lado.

3. Como podemos ajudar na sucessão familiar?

  • Entendemos que a sucessão familiar vai além do aspecto financeiro. Ela toca o coração do legado que você deseja deixar. Na Portofino, trabalhamos lado a lado com você para planejar e implementar estratégias de sucessão que protegem seu patrimônio e garantem sua transmissão suave e eficiente para as próximas gerações. Nosso objetivo é manter a harmonia familiar e garantir que os valores que você prezou se perpetuem.

Quer saber mais sobre como a Portofino pode ajudar você e sua família a proteger e ampliar seu patrimônio de forma sustentável? Entre em contato conosco para uma consulta personalizada e descubra como podemos ser o parceiro ideal na gestão multigeracional do seu patrimônio.

Como declarar doações realizadas em 2023 no IRPF de 2024?

Como declarar doações realizadas em 2023 no IRPF de 2024?

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
O nosso time de Wealth Planning preparou um guia sobre como declarar no Imposto de Renda 2024 as doações realizadas no ano de 2023. Sugerimos abrir o sistema “IRPF 2024” para acompanhar o material. Todas as orientações desse material foram extraídas dos guias e instruções preparados pela Receita Federal do Brasil, disponíveis na internet.


Neste material, nós mostramos como realizar a sua doação e também destacamos pontos de atenção: você sabia que existem doações isentas? Elaboramos uma tabela com os valores de isenção do ano de 2023 para os estados que possuem essa previsão legal. Contudo, é importante saber que essas doações devem ser informadas no Imposto de Renda pelo doador e donatário.

Para essa e outras informações relevantes, faça o download do material completo abaixo.

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Esfera Brasil | Seminário Brasil Hoje 2024: com decisões certas, ciclo virtuoso se avizinha do País

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Por Esfera Brasil

(Tempo de leitura: 6 minutos)

O que você precisa saber:
Uma agenda propositiva, com olhar dedicado às oportunidades e desafios no curto e médio prazo: este foi o enfoque da terceira edição do nosso Seminário Brasil Hoje, realizado na segunda-feira (22), no Palácio Tangará, em São Paulo.


Entre os objetivos dos diálogos promovidos estavam o equilíbrio das contas públicas, a melhora do ambiente de negócios por meio de reformas microeconômicas, a segurança jurídica, o investimento em educação fundamental e a formação de um pacto nacional entre as três esferas federativas e o setor privado com vistas ao fim do crime organizado. Os pontos foram elencados por nossa CEO, Camila Funaro Camargo Dantas, em seu discurso inicial em nome do empresariado.

O evento teve transmissão ao vivo pelo nosso canal do YouTube, e cada um dos painéis pode ser visto e revisto. Abaixo, listamos diferentes opiniões que concentraram a atenção do painelistas e da plateia:

Segurança pública

“Eu penso que a educação, saúde e segurança pública são os três grandes problemas fundamentais que afligem a cidadania brasileira, mas talvez a segurança pública precisasse ser constitucionalizada — o Sistema Único de Segurança Pública, tal como, por exemplo, o SUS, com fundo próprio”.

— Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública.

“Para empresa, academicamente falando, as empresas olham o crime organizado como um imposto. Tenho um custo extra, eu tenho incerteza em relação a ele, é um custo de operar. Se eu tenho o crime organizado em algum lugar, a empresa que vem de fora tem menos vontade de estar naquele lugar”.

— Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central.

“As companhias privadas gastaram, em 2022, R$ 171 bilhões com segurança pública, sem contar o gasto indireto decorrente da concorrência desleal. A gente tem instrumentos ou estrutura para enfrentar essa criminalidade? Eu acho que, hoje, não. Nós insistimos naquela solução tradicional de aumentar pena, aumentar o endurecimento da legislação penal e aumentar a prisão”.

— Pierpaolo Bottini, advogado e professor de Direito Penal da USP.

“A ilusão do consumidor que está comprando coisa barata volta contra o consumidor. Em um negócio de postos de combustíveis de 2% a 3%, é impossível competir com a sonegação, crime organizado com margens que chegam a 45%. […] Sonegação, crime organizado e corrupção têm uma ligação. Todo emaranhado tributário presente no Brasil facilita o crime organizado. […] É um problema complexo que tem muito mais a ver com a inteligência do que com a força bruta”.

— Luís Henrique Guimarães, conselheiro da Cosan, Moove, Compass e Vale.

Política fiscal

“A gente tem que deixar muito claro o compromisso com a agenda fiscal. Se isso ficar claro, independentemente da mudança de meta, as pessoas vão acreditar que as coisas vão melhorar ao longo do tempo. […] O mercado de capitais, em 2015, levantava R$ 100 bilhões por ano e, hoje, são R$ 600 bilhões. O governo tem agenda ousada de concessões em várias áreas. Essa agenda caminhando, o setor privado vai dar conta do recado”.

— Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual.

“Somos um dos poucos lugares do mundo com segurança jurídica, democracia, população e oportunidades. O custo do capital é o grande desafio. E, para isso, conseguir demonstrar esse compromisso com as contas públicas é o que vai fazer destravar os investimentos”.

— Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master.

“O risco fiscal vai drenar oportunidades no Brasil. A gente já está vendo isso, estamos perdendo o timing, perdendo o bonde. […] Temos que ser muito mais bem-comportados do que estamos conseguindo ser. Não estamos conseguindo perceber que é necessário enxugar despesa, reservar recurso para fazer investimento, ter capacidade de atrair o capital privado e de liderar a transição energética”.

— Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.

Transição energética e sustentabilidade

“O Brasil só pode ser líder global se for na liderança ambiental”.

— Helder Barbalho, governador do Pará.

“O sol é hoje uma grande fonte energética. Na área de biocombustíveis, todos sabem sobre o projeto que enviamos ao Congresso Nacional, o Combustível do Futuro. Chegamos a um consenso com o ministro Haddad para descarbonizar a matriz de transporte e mobilidade, mas principalmente criando mais quatro grandes indústrias para o Brasil, criando mandato. Mandato para o diesel verde a partir de 2027, etanol de 27,5% para 35% — tudo isso na cadeia do agronegócio nacional, fortalecendo a nossa grande vocação”.

— Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.

“A interpretação sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial é o erro mais típico. É possível fazer isso, um bancando o outro […] A Petrobras jamais se furtou ou discutiu a tributação específica do petróleo. Nossa operação da Amazônia tem 35 anos, temos 20 mil empregos gerados em Urucu e municípios vizinhos. A maioria dos trabalhadores nascidos na Amazônia. Sem absolutamente nenhum acidente”.

— Jean Paul Prates, presidente da Petrobras.

“Nós temos materiais estratégicos. O que é o nosso papel no mundo de materiais estratégicos? É entregar o produto industrializado. Porque o carro [movido] a bateria vai resolver uma questão do Hemisfério Norte, onde a matriz energética não possui o biocombustível — ela é 100% a diesel. É mais barato para o Hemisfério Norte trocar o capex do veículo do que aguardar os dez anos [para trocar o] capex do carvão da matriz elétrica”.

— Ana Cabral, CEO da Sigma Lithium.

“Neste momento em que estamos falando muito sobre descarbonização, eu acho que o fertilizante entra como um componente muito forte. Nós precisamos de três macronutrientes. Desses três juntos, nós importamos 85%. Um deles, que é o potássio, nós importamos 95%, da Rússia, Bielorussia, Israel e Canadá. E, desse total, 35% nós importamos de uma reserva indígena no Canadá”.

— Kátia Abreu, ex-ministra da Agricultura.

Eleições municipais

“Há duas teses sobre eleições municipais deste ano. A primeira, do Antonio Lavareda, de que os temas domésticos, como serviços públicos, problemas da rua ou do bairro, questões onde o poder público está mais próximo, serão as centrais. Os temas paroquiais, por assim dizer. Outra tese, sustentada por Thomas Traumann e Felipe Nunes, de que as eleições municipais de 2024 vão consolidar uma tendência de a política no Brasil ficar parecida com os Estados Unidos, onde vão se calcificando blocos políticos cada vez mais rígidos. No Brasil, seriam dois: um em torno da liderança do presidente Lula, heterogêneo, mas orientado por uma perspectiva progressista, e de outro lado um bloco também heterogêneo orientado por uma perspectiva conservadora. Dentro desses blocos, há de tudo um pouco”.

— Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL.

“Eduardo Campos foi candidato querendo romper essa polarização. João Campos é o prefeito mais bem avaliado de capitais do Brasil. Dentro desse eixo, Tabata pode romper essa polarização em São Paulo e em mais nove capitais em que o PSB estará disputando”.

— Felipe Carreras, deputado federal ex-líder do PSB na Câmara.

“Eu acredito que vai prevalecer os votos dos conservadores. As pesquisas que vejo hoje. A análise política vale para o dia. Estamos falando de uma eleição que vai acontecer em cinco meses. O Tarcísio é a maior revelação da política nos últimos dez anos. Não surgiu nada de novo além dele. O Tarcísio, há dois anos, era um extraordinário burocrata, com uma performance do governo Dilma muito bem avaliada — e seguiu no Temer. No governo Bolsonaro, a mesma avaliação. Hoje, é inquestionável que ele faz um bom governo. A dedicação que ele vem tendo na campanha do Nunes pode ser transferida, sim”.

— Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo.

Reformas e investimentos

“O Brasil é um país sem proporcionalidade na Câmara. É um absurdo. Único país do mundo, herança da ditadura. Voto tem que ser em lista fechada ou aberta, ou distrital puro, ou distrital misto, como no modelo alemão. Para consolidar nossa democracia. Polarização e radicalização existem porque estão querendo atacar a democracia. O Brasil merece uma oportunidade de diálogo e pacto social e político para enfrentar esse momento do mundo, que é de guerra”.

— José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil e ex-presidente do PT.

“Se o sistema é presidencialista, o congresso tem que seguir os limites. Tem que ter pulso e credibilidade para implementar o que a Constituição define. Ele foi eleito, ele tem que implantar a sua política”.

— Ronaldo Caiado, governador de Goiás.

“Do ponto de vista da Aegea, a gente percebe uma complementaridade entre o público e o privado. Parcerias público-privadas que exploram e capacitam o estado para suprir a deficiência são necessárias. A demanda estrutural do ativo é de tal ordem que a companhia pública não consubstancia o investimento em água e esgoto. Regimes de complementaridade são o que vão prevalecer. É preciso empresariar soluções para este momento”.

— Radamés Casseb, CEO da Aegea.

“Estamos otimistas, com planos de investimentos de R$ 50 bilhões nos próximos três anos. Temos um investimento de R$ 5 bilhões no setor de mineração que vai movimentar a indústria naval, pois vai construir 400 barcaças para transportar minério no rio Paraguai. A JBS tem investimentos de R$ 15 bilhões, mas o principal está no setor de celulose, na Eldorado, projeto que prevê investimento de R$ 25 bilhões na construção de uma segunda linha para adicionar 2,6 milhões de toneladas à nossa capacidade de produção de celulose”.

— Wesley Batista, acionista do Grupo J&F.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

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Imagem em destaque: Ciete Silverio / Esfera Diálogos sobre o Brasil – Ricardo Lewandowski, Bruno Dantas, Alexandre Silveira, Nizan Guanaes.