Almoço com Jair Bolsonaro e Paulo Guedes | Esfera Brasil

Almoço com Jair Bolsonaro e Paulo Guedes | Esfera Brasil

Tempo de leitura: 3 minutos

Mais uma vez estivemos presentes em um evento Esfera BR. Um projeto que apoiamos para promover o diálogo entre importantes personalidades de diferentes setores brasileiros, político, empresarial e econômico.
Neste espaço, trazemos em primeira mão para você o que vivenciamos. Para te manter informado sobre os bastidores do nosso país, de forma neutra, sem direcionamento partidário e nenhum viés ou interferência da grande mídia. Aproveite!

Por Carolina Giovanella

Na última terça-feira (23.08), tive a oportunidade de participar de um almoço exclusivo, promovido pelo Esfera BR, com o nosso Presidente da República, Jair Bolsonaro, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, entre outros políticos e empresários.

Ao longo de quase duas horas, inúmeros assuntos foram abordados. Vou resumidamente listar alguns aqui e, se quiser mais informações, estarei à disposição para conversarmos.

Paulo Guedes

Ele começou a conversar falando sobre o controle de gastos, tema alvo de muita controvérsia recentemente, principalmente após a aprovação da PEC dos Benefícios e na sequência sobre inflação e crescimento econômico.

Tido como uns dos temas centrais e de maior preocupação na corrida pela reeleição, ele comentou sobre a deflação apresentada no último IPCA e a projeção de crescimento para cima. Neste sentido, o ministro atribuiu o crescimento de 2,5% devido aos juros contratados para controlar a inflação e afirmou que era para esse valor estar em 4%.

Créditos: Iara Morselli/Esfera Brasil

Referindo-se ao setor de infraestrutura, Guedes ressaltou os R$ 900 bilhões em contratos.

Para resolver as questões de desigualdade social no Brasil, além de apresentar alguns números comparativos
(4% da população brasileira passa fome, enquanto no mundo esse número é de 9%) detalhou a criação de um fundo para a erradicação da pobreza e a retomada do “Carteira Verde e Amarela” em um eventual segundo governo de Jair Bolsonaro.

Ao fim de sua fala, pediu aos empresários que se unam e se posicionem.

Jair Bolsonaro

Um dia após a sua muito comentada entrevista no Jornal Nacional, Bolsonaro afirmou que se comportou durante a entrevista. Ele reiterou a preocupação sobre golpe e fraude nas eleições. O presidente comentou de forma enfática que respeitará a decisão democrática das urnas, mas que o processo necessita de uma auditoria mínima para que haja garantia de que nenhuma interferência ocorra, fazendo analogia com o processo de redundância de diligência implementada na apuração da Mega-Sena.

Além disso, também falou sobre os problemas na educação, destacando que nunca vai interferir em direitos trabalhistas.

Durante toda a narrativa, e com o reforço do ministro Guedes, foi firme ao afirmar que, apesar da pandemia, progressos foram feitos e que o Brasil encontra-se em um caminho de prosperidade endereçado. De forma contundente, também pediu para que o empresário não fique na “zona de conforto” ao achar que o eventual governo de esquerda será “a mesma coisa”. Neste caso, alertou com relação a possibilidade de ameaça aos direitos constitucionais de liberdade que um eventual governo de esquerda pode trazer, assim como uma tributação de dividendos no patamar de 30%.

O período eleitoral oficialmente começou, com uma campanha que deverá ser marcada por muita polarização entre os candidatos Bolsonaro e Lula, que devem chegar ao segundo turno. Aos eleitores, o momento é de acompanhar os debates e as propostas de cada candidato, sempre lembrando que além do voto para o cargo de Presidente da República, outros quatro cargos de grande importância estarão em disputa: Governador, Senador, Deputado Estadual e Deputado Federal.

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Esfera BR | Alexandre Padilha afirma que Lula não quer revogar reforma administrativa e acredita que chapa com Alckmin pode reerguer o Brasil

Esfera BR | Alexandre Padilha afirma que Lula não quer revogar reforma administrativa e acredita que chapa com Alckmin pode reerguer o Brasil

Tempo de leitura: 6 minutos

No jantar realizado na quinta-feira (9), em evento promovido pela Esfera Brasil, Alexandre Padilha, Deputado Federal (PT-SP) e ex-ministro da saúde da Dilma e Ministro chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil do Lula, debateu com empresários sua visão sobre as eleições deste ano, teto de gastos, privatização da Eletrobras e mais.

Um novo governo Lula

Padilha começou o jantar falando muito sobre como seria caso Lula fosse eleito e disse que o diálogo é a principal ferramenta, que, inclusive, precisa ser retomada. Neste sentido, ele comentou que está procurando união no nosso país e acredita que o Brasil pode ser a plataforma para o futuro.

Mais especificamente a respeito de uma possível volta de Lula à presidência, Padilha brincou ao dizer que o candidato “não é um ET”, ou seja, todos já o conhecem. Ele destacou que o ex-presidente governou o país por oito anos e durante esse período, segundo o deputado, houve crescimento econômico, diminuição da desigualdade e responsabilidade fiscal.

União Lula-Alckmin

O político opinou que os dois têm histórias divergentes, mas perceberam a importância de se unirem para ajudar o Brasil. “Grande oportunidade de juntar o que o PSDB e o PT têm de melhor. Vamos reerguer o Brasil juntando todo mundo”, afirmou.

Quando perguntado sobre o que poderia ser feito de diferente em relação ao governo da Dilma, Padilha foi sucinto ao dizer que a chapa é o Lula, não a ex-presidente.

Veja também: Não é banco, nem corretora: Entenda o que é um Multi Family Office e quais os diferenciais entre os demais players do mercado

Setor privado

O ex-ministro elogiou os empresários e empresas que ganharam desempenho e governança, alinhados com a capacidade de inovar nos últimos anos. Ele disse ser muito importante reduzir encargos para os mais necessitados e empresários que geram empregos. Ademais, justificou que para grandes fortunas que não têm geração de empregos, é necessário compensar para ajudar no desenvolvimento e crescimento do Brasil.

Para mostrar como funcionaria o sistema, Padilha tomou como exemplo a Alemanha, onde todos têm o direito de gerar fortunas, mas, quando morrem, mais de 40% fica para o Estado. O motivo, conforme ele explicou, é que a pessoa cresceu com a ajuda do Estado, por isso tem que devolver uma parte para auxiliar na divisão das pessoas que mais precisam.

Privatização da Eletrobras

Em um dos assuntos mais debatidos atualmente, o deputado demonstrou que não concorda com o processo de privatização e que os investidores da empresa estão dando um tiro no escuro. 

Ele ressaltou que sem a estatal não haveria luz para todos, sendo esse o maior medo dele. Para ele, é preciso que existam mecanismos que possam dar garantias de acesso básico à energia no Brasil. Ele também citou a questão da desestatização da Petrobras, que não vai ter proposta e que, para ele, a ideia seria criar fundos garantidores da mesma forma que todo mundo está fazendo para ter subsídios em épocas como essa.

Teto de gastos

Outro tema que também está em muita discussão é o teto de gastos, e, novamente, Padilha voltou a destacar a importância do diálogo. Ele relembrou que o Henrique Meirelles, na época em que mandou o teto de gastos para aprovação, colocou uma previsão de revisão em 2026.

Apesar de concordar que após a pandemia e a guerra o teto pode ser revisto em 2023, ele destacou ser muito importante o país ter alguma âncora fiscal. Contudo, o deputado não deixou passar a oportunidade para criticar o atual governo nessa questão, dizendo que nos últimos quatro anos o teto não foi respeitado.

Reforma trabalhista e administrativa

Ele falou que o Lula nunca disse em revogar a reforma trabalhista, mas, sim, revisar. “Eu quero abrir uma mesa de negociação de governo, empresários e trabalhadores”, disse ele justificando que a pandemia mudou muitas coisas, como, por exemplo, o trabalho home office.

“Vincular orçamentos em órgãos públicos pode ser errado, temos que vincular metas numa possível reforma administrativa, mas precisamos de reforma tributária simplificada”, explicou Padilha.

Banco central, salário mínimo e pobreza

O deputado abordou que o aumento real do salário mínimo “com certeza” vai acontecer e disse que o governo atual foi o primeiro da história recente que não teve um aumento real (PIB+Inflação).

No que diz respeito à autonomia do Banco Central, ele afirmou que ninguém vai mexer nessa questão. Relembrou que em 2002 uma das principais perguntas era sobre quem seria o presidente do Banco Central, porém, neste ano, essa questão já está respondida.

Por fim, Padilha mencionou que o principal fiador da credibilidade do governo do PT é o próprio Lula. “Ele não vai dormir até os 33 milhões de pessoas passando fome diminuir”, finalizou.

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Esfera BR | Em evento, Governador de São Paulo diz não querer governar nem para esquerda e nem para direita, mas para o progresso

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No jantar realizado na terça-feira (31), em evento promovido pela Esfera Brasil, Rodrigo Garcia, governador e pré-candidato ao governo de São Paulo, compartilhou com empresários sua trajetória na política, sua candidatura e a visão dele sobre questões de interesse público, como a Cracolândia e saúde.

Currículo político

Rodrigo Garcia iniciou sua fala reforçando seu histórico na política. Ele contou que está envolvido nesse mundo desde os 24 anos e trabalhou em múltiplos setores, como secretário de algumas pastas, deputado e vice-governador, ressaltando que conhece bastante de gestão política. Humildemente, destacou que entre erros e acertos considera que tem uma trajetória boa e acredita que tem mais erros do que acertos.

Ademais, ele ainda alertou que faz alguns anos que o Brasil, de forma geral, vem deixando a desejar. O governador analisou que quem ocupar as cadeiras do governo de SP e da presidência em 2023 terá muito trabalho para reorganizar o Brasil.

Candidatura a São Paulo

Garcia comentou em sua fala que não quer que o Estado seja lugar para polarização nacional e vai batalhar para que as propostas e feitos sejam analisados antes de qualquer idealização extrema. Ele disse que os adversários dele possuem boas condições para o cargo, mas acredita que ele tem melhores e que vai provar isso a partir do dia 15 de agosto nos debates. Em relação à questão da polarização, o governador comentou que não quer governar nem para esquerda e nem para direita, mas sim para o progresso.

Sobre São Paulo, na visão do candidato, o maior problema do Estado para ser resolvido caso seja eleito está na economia, principalmente com a inflação, algo sentido em todas as classes. 

Por outro lado, ressaltou que, apesar de todas as dificuldades, São Paulo é um Estado que funciona. Neste sentido, ele aproveitou para falar que o estado respeita o teto de gastos, mostrou a relevância da região para o governo federal, pois, segundo Garcia, representa 40% dos impostos que vão à Brasília e que há 4-5 anos esse número ficava em cerca de 32%. Anualmente 400 bilhões são enviados para o governo federal e apenas 47% volta para São Paulo.

Além disso, fechou esse tópico mostrando que um grande problema que enfrentamos é a concentração de renda. Ele explicou que isso é perigoso para o Brasil porque as coisas andam para alguns, contudo é nítido que há mais moradores de rua, por exemplo, e a conta desse desequilíbrio chega para todos, como em termos de segurança.

Confira: Fuja dos riscos locais e cruze fronteiras: Entenda as vantagens e veja para qual perfil os investimentos offshore são indicados

Sabesp

Com o marco regulatório e municípios estratégicos adquiridos em três anos, adicionando três milhões de clientes, como, por exemplo, a cidade de Guarulhos, a Sabesp dobrou de valor. Garcia disse que se as tarifas forem melhores para São Paulo com a empresa sendo estatal ou de capital aberto, ele dará preferência para o que for melhor para a cidade.

Infraestrutura

Neste certame, o governador afirmou que compra três vezes mais asfalto do que o governo federal no Brasil todo e tem o maior programa de infraestrutura do país. Em adição, ele mencionou que receberam 200 obras paradas acima de 50 milhões e todas estão reiniciadas, com exceção para o Rodoanel.

Segurança e Cracolândia

Sobre o assunto, Garcia falou que quem promete dobrar ou triplicar o salário de policial é mentira, pois é muito cara a máquina pública. Ademais, disse que ao promover um capitão renovou a diretoria e mostrou a quem está na ativa que um podia chegar a vez deles. 

Ao ser questionado sobre a questão da Cracolândia, ele citou que a procura por reabilitação voluntária aumentou em 25%, além das operações que a segurança vem fazendo para repressão ao tráfico de drogas.

Saúde

Por fim, Rodrigo Garcia explicou que o Centro de Controle de Doenças foi criado para cuidar das próximas doenças, novas ou antigas, que podem chegar a qualquer momento.

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Esfera BR | Economista de Ciro Gomes fala sobre Petrobras, reformas e diz que foco é melhorar a produtividade do Brasil

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Em jantar realizado na última segunda-feira (23), pela Esfera Brasil, Nelson Marconi, assessor de Ciro Gomes na área econômica, compartilhou com empresários sua opinião sobre a política de preços da Petrobras, reformas e as prioridades do governo do candidato à Presidência.

O caso Petrobras

“Esse é um assunto que ninguém tem escapado de responder”. Marconi foi questionado sobre como a Petrobras pode melhorar o “controle” de preços e respondeu que ela deveria focar mais no refino, além de incentivar outras empresas a voltarem a refinar o petróleo para o país ficar próximo de ser autossustentável. Em complemento, ele comentou que a estatal precisa ser sustentável, no mínimo, pelos próximos 20-30 anos.

Sobre a companhia, o economista também foi indagado sobre a privatização da mesma. Na opinião de Marconi, ele não julga que a solução é continuar como está, ou seja, uma parte com capital aberto e outra pública. Neste sentido, ele argumentou que não podemos vender uma empresa com uma atividade tão importante como essa 100% focado no lucro. Ademais, incluiu a Eletrobras nesse argumento, mas fez questão de ressaltar que gostou muito do marco do saneamento, por exemplo, e irá estimular a continuidade de outras privatizações.

Saiba mais: A importância da blindagem patrimonial: Veja as 9 formas para proteger seus ativos

Reformas em pauta

  • Administrativa: a respeito da reforma administrativa, Marconi disse que não precisa criar reformas do zero, pois, segundo ele, existe uma reforma parada na Câmara dos Deputados desde 1999 devido a uma grande resistência. Ele completou explicando que não apoia a meritocracia individual, mas, sim, em grupos e órgãos, o que seria fundamental para uma melhora no desempenho dos prestadores.
  • Trabalhista: “não tem que voltar para CLT de antes”, falou o economista, que completou afirmando que o mais importante são os mecanismos para negociar. Ele ainda destacou que os encargos trabalhistas são muito altos, portanto é “essencial” mudar isso.
  • Tributária: nesse caso, Marconi se mostrou favorável a tributação de dividendos, lembrando que a Eslovênia é o outro único país que não taxa os proventos, além de defender a taxação de grandes fortunas. Entre outros assuntos, o economista falou em subir a tributação dos estados sobre herança, mas foi discutido no grupo de participantes que isso é algo do estado e não do Governo Federal e que Ciro Gomes pode perder poder político entrando em uma discussão que acaba não refletindo em algo que seria do escopo dele.

Banco Central e teto de gastos

Nelson Marconi também foi indagado sobre o que pensa a respeito da autonomia do Banco Central, a qual ele se diz contra. Ele diz acreditar que o Banco Central acaba fazendo uma política monetária que é um grande driver do presidente da República. Em suma, ele respeita a autonomia operacional, mas não a administrativa. “O BC faz política econômica e é um braço muito importante de qualquer governo. O presidente da República tem que ter autonomia para escolher um presidente do Banco Central alinhado com ele”, analisou.

Quando perguntado sobre o teto de gastos, ele disse que concorda, mas vai deixar os investimentos fora do teto, pois é algo fundamental para o crescimento e desenvolvimento do país.

Campanha de Ciro Gomes

Cada vez mais perto das eleições, Marconi teve que responder quais as prioridades do governo Ciro. O economista citou que a criação de emprego, saúde e educação são os principais pontos.

Por fim, encerrou sua participação elogiando Ciro Gomes, dizendo que o que ele fez para o Ceará foi incrível e que a parte da educação é algo que ele quer replicar para o Brasil. Inclusive, cutucou o PT ao falar que Ciro se desvinculou do partido faz tempo, porque não concorda com a corrupção da sigla e desafiou achar algum problema de corrupção do candidato. “O foco principal é melhorar a produtividade do Brasil, não por decreto, e sim criando uma situação para o país crescer e prosperar”, finalizou o economista.

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Esfera BR | Em evento, Montezano destaca “volta por cima” do BNDES e novas tendências do mercado

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Família Portofino,

Em jantar realizado nesta quarta-feira, 27, pela Esfera Brasil, Gustavo Montezano, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, compartilhou com empresários os avanços em sua gestão nos últimos três anos.

A nova realidade ESG

Montezano iniciou o jantar contando como chegou ao comando do BNDES. Ele relembrou que na época estava morando em Londres e percebeu, enquanto analisava o mercado, o aumento da procura por ativos ESG. Neste sentido, quando foi avaliar o Brasil, ele percebeu o potencial que o país teria e o quão pouco se falava sobre isso. Assim, por acreditar que seria a próxima sacada, ele decidiu voltar para o Brasil.

Além disso, ele comentou também da mudança em relação a focar em empresas pequenas e médias e usou muito a expressão “banco tridimensional”, ou seja, quando você se preocupa com a parte Social, Ambiental e Infraestrutura do país. Segundo o presidente, é para isso que o BNDES serve.

Mudança energética

Ademais, ele ressaltou a importância da transição energética. Sobre o tema, Montezano comentou que qualquer instituição tem um departamento para cuidar disso, seja para rodovias, portos, estradas, exportações, indústria e agropecuária. 

Ele destacou que é preciso aprender sobre o clima e mensurar os impactos dos financiamentos e projetos. Ainda nesse assunto, o presidente do BNDES explicou que às vezes os gastos são um pouco mais altos, porém é em detrimento de ter um rendimento melhor no futuro. Completou dizendo que isso é uma tendência irreversível, pois gera vantagem competitiva.

No campo da energia limpa, ele também dedicou um tempo do jantar para falar sobre crédito de carbono. Montezano disse que essa seria uma iniciativa do banco para financiar projetos relacionados ao mercado livre de energia e lembrou que o BNDES é o terceiro maior financiador de energia limpa do mundo e o maior estruturador de concessões ambientais. Para fechar esse tema, finalizou afirmando que o foco é a transformação do setor energético brasileiro.

Veja também: Conheça os Fundos de Investimento Exclusivos: Veja como funcionam e para quem são indicados

Volta por cima

Em um dos últimos assuntos debatidos no evento, Montezano comentou sobre o trabalho na recuperação da imagem do BNDES e disse que o banco está preparado para responder a questionamentos que podem voltar durante as eleições presidenciais deste ano.

“Implementamos uma mudança cultural no BNDES, que era um banco fechado, com medo de se expor. O banco apanhou muito em sua reputação e não vou entrar em meandros jurídicos. Mas até hoje nenhuma irregularidade foi verificada”, destacou Montezano.

O presidente do banco aproveitou para falar sobre a importância do trabalho público-privado nos últimos anos, principalmente depois das mudanças regulatórias, como saneamento e aeroportos. Na visão dele, isso traz otimismo sobre novos investimentos. Em adição, disse que o Brasil tem muito espaço de evolução no quesito, pois quando comparado com os países vizinhos, como Chile, Peru, Colômbia e México, estamos muito atrás.

Por fim, para ele, a prestação contínua de contas à sociedade transformou a imagem do banco, que hoje trabalha com a lógica de projetos, com visibilidade para a sociedade brasileira.

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Esfera BR | Capitalismo retardatário necessita do Estado para acelerar, diz Guido Mantega

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Família Portofino,

Na segunda-feira, 18 de abril, participamos de um almoço da Esfera Brasil com Guido Mantega, ex-ministro da Economia nos governos Lula e Dilma Rousseff e nome cotado para assumir a pasta em caso de eleição do ex-presidente.

O Estado em questão

Logo em sua primeira fala no almoço, Mantega ressaltou a importância do Estado no desenvolvimento do Brasil. Ele disse que observou o presidente Jair Bolsonaro trabalhar em direção às privatizações, imaginando que iria “chover investimentos”. Porém, segundo o ex-ministro, não foi isso que aconteceu.

Na opinião dele, quando o país está em crise o investimento não vem. Ele complementou explicando que não é contra as privatizações, mas que em alguns pontos é necessário o trabalho em conjunto e em outros a predominância do Estado.

Petrobras em pauta

Na esteira das privatizações, não demorou muito para o assunto chegar até a Petrobras. Um dos temas de maior discussão atualmente e de grandes implicações na corrida eleitoral, Mantega rapidamente questionou: “Qual a vantagem de privatizar a Petrobras?”. Em resposta, argumentou que a empresa “seria um oligopólio que na mão da iniciativa privada iria focar somente no lucro”. Ele ainda destacou que os preços poderiam estar mais altos e que são eles que direcionam a bússola para a crise que enfrentamos.

Ademais, afirmou que empresa pública tem que ser eficiente, mas ponderou que não precisa do lucro astronômico que teve no ano passado. O economista comentou sua posição dizendo que as empresas ligadas à holding acabavam atrapalhando. Por outro lado, relembrou que as mesmas já foram vendidas e que não vê necessidade de privatização.

Ainda sobre a estatal, ele disse acreditar na importância da empresa por trabalhar com a “commodity mais sensível do mundo”. Encerrando o debate a respeito do tema, o ex-ministro explicou que a sugestão dele para a alta dos preços dos combustíveis seria fazer como a Noruega e criar um fundo estabilizador, o qual, segundo ele, não funcionaria para controlar os preços, mas sim para controlar as grandes variações.

Teto de gastos: sim ou não?

Mantega disse que é contra. Ele comentou que acredita em uma âncora fiscal para controlar os custos, contudo argumentou que isso não pode limitar os investimentos no Brasil. Neste sentido, ele explicou que “investimento não é gasto” e que estamos atrás de muitos países vizinhos em questão de infraestrutura. Apesar de ser contra, ele afirmou que vai trabalhar para manter o teto de gastos, porém irá tirar o investimento da equação.

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Reforma Tributária x Reforma Trabalhista 

No campo das reformas, ele começou falando sobre a tributária. Sobre ela, o economista falou que não existe a Reforma Tributária perfeita, mas existe a boa. Ele relembrou que tentou duas vezes, em 2004 e 2008, realizar a reforma, mas esbarrou na dificuldade de diálogo.

Ele disse que o foco principal teria que ser para alimentar a produtividade com foco nos setores produtivos do país. Adicionou também que acha errado a tributação atual ser focada em consumo e, para ele, a ideia teria que ser taxar grandes lucros ou fortunas, chegando em um ponto de equilíbrio.

No caso da Reforma Trabalhista, Mantega analisou que terá reajustes, pois é uma lei antiga que precisa de formulação. Ele falou que sabe que é necessário facilitar a geração de emprego. Sendo assim, explicou que programas como Minha Casa Minha Vida são exemplos de como um projeto público envolve construtoras privadas, que estimulam a economia.

Chapa Lula-Alckmin

Alvo de muita polêmica, a união entre Lula e Geraldo Alckmin, na visão de Mantega, terá um grande peso para focar no centro. Além disso, ponderou que as falas de Lula pró-sindicato são mais emocionais, mas, caso eleito, pensa que o governo será um centro-esquerda.

Banco Central, Campos Neto, Pedro Guimarães e a pandemia

Ao ser perguntado sobre a atuação de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, e Pedro Guimarães, presidente da Caixa Econômica Federal, o ex-ministro disse que os dois estão fazendo um bom trabalho de forma geral, mesmo achando que o Campos Neto não deveria ter baixado os juros para 2%, mas admitiu que dentro da crise você só descobre o exagero quando ela melhora.

Agora, no aumento da taxa de juros, acredita que o presidente do BC também subiu um pouco de forma exagerada, e que como não temos uma demanda de inflação, não precisaria aumentar tanto. Contudo, ressaltou que foi um bom gestor.

Estratégia do PT

Já na parte final do almoço, Guido Mantega foi questionado sobre qual seria a estratégia do PT. Em meio a dedução de ser estatista, ele afirmou “não é estatista, e sim desenvolvista”. Ele ressaltou que o capitalismo retardatário (o Brasil chegou depois em um mundo já capitalista), precisa do Estado para acelerar.

Por fim, reconheceu que dentro do partido tem extremistas, contudo não é o Lula que dá essa orientação. “O Lula de hoje é o mesmo de 2002. O foco dele é conciliar e estimular o diálogo”, finalizou Mantega.

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