Como identificar um golpe digital? Fique de olho nestes sinais de alerta!

Como identificar um golpe digital? Fique de olho nestes sinais de alerta!

(Tempo de leitura: 3 minutos)

O que você precisa saber:
– WhatsApp, SMS, e-mail e ligações são alguns dos golpes mais comuns;
– Erros de português, urgência e pressão são alguns sinais de alerta.


Golpe do WhatsApp Clonado

  • Um golpista se passa por você, pedindo dinheiro emprestado para seus contatos.
  • Dica: Ative a verificação em duas etapas no seu WhatsApp e sempre ligue para a pessoa antes de fazer qualquer transferência.

Golpe do Boleto Falso

  • Você recebe um boleto por e-mail ou mensagem, mas ele foi adulterado.
  • Dica: Sempre verifique o nome do beneficiário e o CNPJ antes de pagar.

O Famoso “Phishing”

  • E-mails, SMS ou mensagens que parecem de empresas conhecidas, mas usam links falsos para roubar seus dados.
  • Dica: Nunca clique em links suspeitos. Acesse o site oficial diretamente.

Golpes telefônicos

  • Ligações em que o golpista se apresenta como funcionário de banco ou empresa, pedindo senhas, tokens ou códigos de acesso.
  • Ofertas falsas de investimentos com promessas de ganhos rápidos.

Portanto, fique de olho!

  • Erros de português
    Mensagens de supostas empresas sérias, mas cheias de erros de digitação e gramática.
  • Urgência e pressão
    O golpista cria um senso de emergência para que você não tenha tempo de pensar.
    Exemplo: “Se não resolver, sua conta será bloqueada!”
  • Desconfie de prêmios, heranças, investimentos ou descontos que parecem bons demais para ser verdade.
  • Nunca compartilhe senhas, códigos ou dados de cartão.

Em caso de suspeita

  • Interrompa o contato imediatamente
  • Registre ocorrência junto às autoridades competentes
  • Fale com o seu contato de confiança na instituição financeira

Fique seguro!

A melhor defesa é a informação. Compartilhe este guia para ajudar mais pessoas a se protegerem.

Fed volta a reduzir juros; BC mantém Selic em 15%

Fed volta a reduzir juros; BC mantém Selic em 15%

(Tempo de leitura: 4 minutos)

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura cautelosa diante de um cenário que combina inflação ainda resiliente, expectativas pouco ancoradas e um ambiente internacional incerto. Embora os últimos dados mostrem alguma desaceleração da inflação no curto prazo, a autoridade monetária avalia que o índice segue acima da meta e que o ritmo de arrefecimento não é suficiente para justificar cortes imediatos nos juros.

O comunicado também ressalta que o mercado de trabalho permanece aquecido, o que tende a pressionar os preços de serviços, além de lembrar que as condições externas — especialmente a trajetória de juros nos Estados Unidos e a volatilidade das commodities — adicionam riscos à economia brasileira.

Na prática, o Copom reconhece que a taxa atual é elevada e tem impactos relevantes sobre a atividade, mas prefere esperar sinais mais claros de convergência da inflação antes de iniciar um ciclo de cortes. Um ponto importante é que o comunicado retirou a sinalização explícita de manutenção para a próxima reunião, o que pode indicar proximidade de um esgotamento no atual nível de juros.

Além disso, o Banco Central procura equilibrar duas pressões: de um lado, a necessidade de controlar a inflação para preservar o poder de compra; de outro, a preocupação em não frear excessivamente a economia. Ao manter um discurso firme, o Copom busca reforçar sua credibilidade e sinalizar ao mercado que não pretende ceder a pressões políticas ou conjunturais, mantendo o foco em assegurar a estabilidade de preços no médio e longo prazo.

Thomás Gibertoni
Sócio | Portfolio Manager

É formado em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e possui certificações CGA e CGE. Thomás passou pelo Banco Santander e antes de chegar à Portofino foi Portfolio Manager na Claritas Investimentos.

O Fed reduziu a taxa de juros em 0,25 p.p., para 4%–4,25%, diante de sinais de desaceleração da economia e de uma inflação ainda acima da meta. O balanço de riscos passou a pesar mais para o lado do emprego, com maior preocupação sobre uma possível deterioração do mercado de trabalho.

A decisão foi interpretada como um ajuste fino de política monetária, e não como uma mudança estrutural de rumo, dada ainda a inflação resiliente e a incerteza em relação às tarifas. O Fed reforçou que seguirá acompanhando atentamente os dados econômicos e poderá realizar novos cortes se os riscos se intensificarem. Apenas um membro do Comitê votou por uma redução mais agressiva, de 0,50 p.p. Há expectativa de mais dois cortes no ano e de três adicionais em 2026, levando a uma taxa terminal de 3%.

Burton Mello
Investimentos Internacionais

Atividade econômica tem queda maior que a esperada em julho e reforça sinais de desaceleração

Atividade econômica tem queda maior que a esperada em julho e reforça sinais de desaceleração

(Tempo de leitura: 2 minutos)

O que você precisa saber:
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 0,53% em julho na comparação com junho, já descontados efeitos sazonais.


O resultado veio pior do que a expectativa de queda de 0,30% apurada pelo mercado. A retração foi ampla e atingiu praticamente todos os setores. A agropecuária recuou 0,8%, a indústria teve sua quarta queda seguida (-1,1%), e o setor de serviços também perdeu fôlego (-0,2%).

Com isso, o crescimento acumulado em 12 meses desacelerou de 3,9% para 3,5%. Os números reforçam a percepção de que a economia brasileira está em um processo de desaceleração gradual, em grande parte devido aos juros elevados mantidos pelo Banco Central para conter a inflação.

Apesar das pressões típicas de ano eleitoral, os dados fortalecem a visão de que o ambiente econômico está mais fraco. Analistas ainda esperam que o corte da taxa Selic ocorra apenas no início de 2026, mas já há discussão sobre antecipação para este ano caso o desaquecimento continue.

Thomás Gibertoni
Sócio | Portfolio Manager

É formado em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e possui certificações CGA e CGE. Thomás passou pelo Banco Santander e antes de chegar à Portofino foi Portfolio Manager na Claritas Investimentos.

Esfera Brasil | Sustentabilidade das contas públicas deve ser prioridade

Esfera Brasil | Sustentabilidade das contas públicas deve ser prioridade

(Tempo de leitura: 5 minutos)

O que você precisa saber:
Em encontro da Esfera Brasil, o ex-vice-presidente Hamilton Mourão defendeu que a sustentabilidade das contas públicas seja prioridade.


Por Esfera Brasil

O ex-vice-presidente da República e atualmente senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) avaliou que a direita brasileira tem grandes chances de vitória na corrida presidencial de 2026, citando os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS), como bons candidatos.

“Temos toda uma possibilidade do grupo de direita sair vitorioso. Temos gente capacitada, gestores provados. E temos um governo do presidente Lula, que ainda está preso no início dos anos 2000, e já estamos em 2025”, afirmou durante encontro na Casa ParlaMento na quarta-feira (10).

O parlamentar afirmou que o candidato a ser eleito terá trabalho longo e urgente com foco principalmente em medidas fiscais, a fim de reverter o cenário de vulnerabilidade para as contas públicas nos próximos anos.

“Quem foi eleito ano que vem vai ter que executar ao longo dos próximos quatro anos uma política de ajuste draconiana. Não tem como, independentemente se o atual presidente for reeleito ou se o alguém do nosso campo vencer a eleição, vai ter que tomar essa atitude”.

Tarifaço

Membro da comissão mista que analisa o texto da Medida Provisória do Plano Brasil Soberano (MP 1309/2025), o senador também fez breve análise sobre o fenômeno do tarifaço. Ele faz uma leitura de que o Brasil representa pilares como o pacto de gerações, a democracia, o capitalismo, e o estado de direito. Contudo, o governo petista tem se utilizado desses valores para ideologizar as relações internacionais. 

“O que ocorre é que o governo do presidente Lula tem uma visão ideológica dessa relação. Não pode ser assim. Temos que atuar com pragmatismo e flexibilidade”, declarou.

Para Mourão, a relação institucional entre Brasil e Estados Unidos foi marcada por uma série de equívocos desde o início do mandato de Donald Trump. Ele citou a recusa do presidente Lula em se comunicar com o presidente norte-americano após o resultado das eleições americanas, postura que se manteve na gestão da crise das tarifas.

“O governo tem que perder a soberba, o presidente da República tem que passar a mão no telefone e ligar para o presidente Trump”, defendeu.

Ainda, no diagnóstico do senador, o plano traçado pelo governo brasileiro para socorrer as empresas afetadas é “paliativo”. Além de ser avaliada como insuficiente para a manutenção dos padrões da operação dos setores afetados, o pacote também conta com a estratégia de deixar o crédito extraordinário de fora do arcabouço.

Forças Armadas na política

Questionado sobre a participação das Forças Armadas na composição política, Mourão avaliou que hoje o país encara de forma mais madura a presença de militares em cargos públicos. O senador, que também é general da reserva do Exército brasileiro, descreve que a história da democracia brasileira foi marcada por episódios em que foi necessário que o Executivo colocasse limites claros, separando a política dos quartéis.

“Não há essa entrada da política dentro da força, porque se a política entra no quartel pela porta da frente, a disciplina e hierarquia se evadem pela porta dos fundos”, concluiu.

Somos parceiros da Esfera BR, uma iniciativa independente e apartidária que fomenta o pensamento e o diálogo sobre o Brasil, um think tank que reúne empresários, empreendedores e a classe produtiva. Todas as opiniões aqui apresentadas são dos participantes do evento. O nosso posicionamento nesta iniciativa é o de ouvir todos os lados, neutro e não partidário.

Clique aqui para ler sobre outras personalidades e eventos promovidos pela Esfera BR e Portofino MFO.

IPCA de agosto: desaceleração com sinais mistos

IPCA de agosto: desaceleração com sinais mistos

(Tempo de leitura: 3 minutos)

O que você precisa saber:
O IPCA caiu 0,11% em agosto, um resultado melhor que o de julho (0,26%) e que reduziu a inflação em 12 meses de 5,23% para 5,13%.


A queda foi puxada por fatores pontuais, como a redução na conta de luz (-4,21%), combustíveis (-0,89%) e alimentos in natura (-3,08%). Descontos em passagens aéreas (-2,44%) e eventos culturais (-4,02%) também ajudaram.

Apesar da desaceleração no índice cheio, os núcleos de inflação, acompanhados de perto pelo Banco Central, voltaram a acelerar. Destaque para bens industriais e serviços intensivos em trabalho, que subiram no trimestre móvel. A principal surpresa veio do preço de automóveis novos, que caiu menos que o esperado mesmo com incentivos do IPI Verde.

Resumo

  • A leitura interrompeu a melhora qualitativa vista nos últimos meses, mas não indica reversão da tendência de desinflação;
  • O cenário ainda reflete um mercado de trabalho aquecido no Brasil, contrastando com um ambiente internacional mais favorável, que tem ajudado câmbio e expectativas de inflação;
  • A combinação desses fatores reforça a visão de que a Selic deve permanecer estável até o 1º tri/2026.

Thomás Gibertoni
Sócio | Portfolio Manager

É formado em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e possui certificações CGA e CGE. Thomás passou pelo Banco Santander e antes de chegar à Portofino foi Portfolio Manager na Claritas Investimentos.